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Frei Betto é o convidado do Rodas de Leitura, do Servas

Por: Agência Amirt 24/08/2017 14:24

O escritor vai conversar com as pessoas privadas de liberdade sobre a escrita de cartas

O Rodas de Leitura, projeto do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), em parceria com o Sempre um Papo e apoio da Academia Mineira de Letras, vai receber um convidado especial nesta sexta-feira (24/8). Autor de 60 livros publicados no Brasil e traduzidos para diversos países, o escritor e teólogo Frei Beto vai conversar com os detentos da Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, a partir das 14h.

A atividade faz parte da segunda fase do programa, que atingiu 10 unidades prisionais do estado de Minas Gerais. O desafio é estimular o hábito da leitura nas pessoas privadas de liberdade, além de abrir janelas para a reflexão sobre um futuro melhor.

Por isso, inclusive, Frei Betto aceitou o convite para participar do Rodas de Leitura. “Despertar o preso para a leitura é fundamental porque o hábito de ler organiza a cabeça, analisa o passado e transporta para o futuro… Burila a imaginação. Considero muito importantes projetos como o Rodas de Leitura por tudo isso, porque dá uma nova oportunidade por meio da leitura.”

O teólogo vai conversar com os presos sobre a importância da escrita de cartas. O tema não poderia ser mais apropriado, uma vez que a metodologia é uma das poucas formas de comunicação entre os detentos e seus familiares.

O projeto

O Rodas de Leitura foi ampliado para mais oito unidades prisionais de Minas Gerais: os presídios José Maria Alckmin, Antônio Dutra Ladeira, Inspetor José Martinho Drumond e José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves; Professor Jason Soares Albergaria e os presídios Bicas 1 e 2, em São Joaquim de Bicas, além de no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, no Bairro Horto, em Belo Horizonte.

Participam das rodas até 20 pessoas e a duração do projeto é de quatro meses. O programa, que conta com voluntários para ser desenvolvido, já passou pela ala LGBT do presídio de Vespasiano e pelo Centro de Referência a Gestante Privada de Liberdade, localizado na mesma cidade. Ao final, o Servas deixou uma biblioteca com cerca de 300 obras nas duas unidades. Os livros são resultado de uma campanha de doação para recomposição do acervo das penitenciárias onde o Rodas de Leitura é desenvolvido.

Gratificante

O trabalho é bastante relevante para o Servas e para os detentos na avaliação da gestora do projeto, Patrícia Velloso. “Tem sido muito significativo para muitos deles. O entusiasmo dos detentos da ala LGBT do presídio de Vespasiano, sobretudo, nos surpreendeu. Eles sempre pediam outros livros. Espero que o projeto tenha continuidade na unidade prisional”, deseja.

Levando em consideração que, de todas as atividades culturais, a única realmente factível para o presidiário é a leitura em razão do confinamento, o Servas acredita que a força da transformação contida no livro é transformadora. “Acreditamos que a leitura é uma atividade que, além de prazerosa, é capaz de descortinar horizontes, ampliando a capacidade de reflexão de todos que dela se ocupam. Num presídio, ler é muito importante já que o conhecimento, nesse caso, é literalmente libertador”, observa a presidente do Servas, Carolina Pimentel.

O Rodas de Leitura pode também contribuir para remição das penas conforme recomendação nº 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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