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[Zero A Cem] Involução dos automóveis nacionais é aspecto pouco percebido

Por: Agência Amirt 28/08/2017 10:00

Na França, o Sandero parte de 7.990 euros (5,4 salários mínimos de lá); no Brasil, ele custa o equivalente a 50 salários mínimos

Hoje, volto a falar sobre como a qualidade dos automóveis vendidos no Brasil está em xeque.

Bom, ontem, usando a Renault como exemplo, falei sobre o lançamento nacional do Clio e do Scénic, quando os produtos fabricados e vendidos no mercado brasileiro eram os mesmos ofertados nos concessionários europeus. Seguiram a dupla o Mégane, que estreou com primazias entre os sedãs médios “made in Brazil”, e sua variante perua, Grand Tour, que também sobressaia pelo estilo e pela qualidade. Mas a coisa não demorou muito para desandar. Mas, em 2012, a Renault adotou uma nova estratégia e, em pouco mais de cinco anos, toda a linha de ascendência francesa foi substituída por Sandero, Logan e Duster, de origem romena. Na Europa, este trio é produzido e vendido pela Dacia, subsidiária da gigante francesa desde 1999, com preços bem mais em conta. Por exemplo, na França, o Sandero parte de 7.990 euros (o equivalente a 5,4 salários mínimos de lá), enquanto o novíssimo Clio parte de 13.900 (o equivalente a 9,4 salários mínimos). Bom, são números que falam por si só e não adianta dar ouvido a quem defende as grandes marcas, porque o Dacia custa 42% menos que o Renault e isso se deve, única e exclusivamente, às diferenças de qualidade e prestígio inerentes a ambas as marcas.

Amanhã, retomaremos a partir daqui!

Na França, o Dacia – aqui, Renault – Sandero parte de 7.990 euros (o equivalente a 5,4 salários mínimos de lá)

Na França, o Dacia – aqui, Renault – Sandero parte de 7.990 euros (o equivalente a 5,4 salários mínimos de lá)

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