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Vale do Aço

Colégio São Francisco ganha medalha de ouro na Olimpíada Nacional em História Do Brasil

Por: Diário do Aço 25/08/2017 13:32

Pela primeira vez, Minas Gerais leva a premiação máxima na Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), evento que se firmou no cenário educacional como uma proposta inovadora de estudo. A medalha de ouro, conquistada pela equipe Botocudos de Aço, do Colégio São Francisco Xavier, em Ipatinga, é a única do estado na categoria. A outra medalha mineira foi prateada e ficou em Belo Horizonte.

Divulgação

Alunos vencedores Júlia Maya Gonçalves Martins, Larissa Lopes Gonçalves e Tarcisio Victor Taveira

Composta pelos alunos Júlia Maya Gonçalves Martins, Larissa Lopes Gonçalves e Tarcisio Victor Taveira, sob orientação do professor Breno Zeferino, o nome do grupo faz alusão à tribo indígena que enfrentou a imposição da colonização portuguesa no Leste de Minas Gerais. Ao todo, 307 equipes foram convocadas para a grande final. A edição de 2017 contou com 12.028 grupos, um total de 48 mil estudantes inscritos em todos os estados brasileiros.

“No CSFX, nós mostramos aos alunos que, com empenho, dedicação e estudo, eles são capazes de conquistar espaço no Brasil. A competição é grande, mas, o que diferencia é a dedicação e o estudo. Nós saímos do interior, chegamos lá e mostramos do que somos capazes. Eu posso definir meu sentimento de orgulho. Orgulho dos alunos e da equipe de professores pela base que entregamos. A medalha comprova que o trabalho está sendo muito bem feito”, afirma superintendente do CSFX Solange Liége dos Santos Prado.

O professor Breno Zeferino fala da sua emoção com a premiação. “Vê-los ganhando a medalha de ouro foi fantástico. É um orgulho muito grande, eles mereceram. Eles se esforçaram muito, são dedicados, atentos às questões sociais. Foi realmente um momento ímpar na minha vida de professor”, conta.

Em sua 9ª edição, a ONHB, organizada pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), consolida-se com uma importante ferramenta de aprendizado do ensino de História no país.
Estratégia para a vitória

Competindo pela 5ª vez consecutiva da final da Olímpiada, o CSFX inova ao criar uma metodologia de ensino que busca trazer para próximo dos alunos aquilo que é estudado em sala de aula. “Participamos desde 2011. Com o passar dos anos, fomos adquirindo mais experiência e os resultados ficando significativos. Em 2017, topamos fazer um trabalho diferente, focando em temas emergentes que eram tratados por acadêmicos: racismo, situação do negro no Brasil, feminismo, cidadania, etc. Minha proposta foi fazer com que eles pudessem ir além do lugar comum, refletindo coisas que ninguém tinha refletido de forma profunda e que relacionassem esses temas com a experiência social de cada um. Ou seja, enxergassem o que eles estudavam na prática”, explica o professor.

Método de aprendizado que, segundo a aluna Júlia Maya Gonçalves Martins, uma das ganhadoras da premiação, fez a diferença. “Nosso professor nos fornecia livros e artigos científicos na área da história, estudamos muito com ele. Mas, além disso, todas as nossas aulas são dinâmicas, com muito debate e participação de todos, esse foi o diferencial para nossa preparação, que vem sendo feita desde o 1º ano em todas as aulas”, explica.

Para Solange, a medalha de ouro é resultado do esforço conjunto de toda a equipe do CFSX. “Acredito que, quando a gente colhe um resultado como esse, ele não é só dos alunos que participaram ou dos professores, mas de um conjunto de ações que foram realizadas aqui. Hoje, o Colégio participa de todas às olimpíadas do Brasil e em todas as áreas: robótica, matemática, física, lançamento de foguete etc. Nós estimulamos os estudantes a participarem, pois esse é um diferencial na vida deles e para a escola”, diz.

Abrindo novas oportunidades

A etapa final da competição foi realizada em São Paulo, presencialmente. “Eu nunca tinha ido a uma cidade como São Paulo, mas, além dessa experiência e do contato com os especialistas da área de história, eu fiquei deslumbrada com a Unicamp por ela ser uma faculdade pública tão organizada, com excelentes professores e ótima infraestrutura. A Olimpíada me levou lá, e me mostrou que, se eu sou capaz de ganhar um ouro eu vou ser capaz de poder ingressar nessa e em outras faculdades por meio do meu esforço”, conclui Júlia.

Além da chance de conhecer uma das mais renomadas instituições do país, com a vitória de sua equipe, o professor foi premiado com um curso de formação ministrado pelos especialistas em História da Unicamp. “O curso é maravilhoso. Estou fazendo uma grande reciclagem, tanto academicamente, quanto pedagogicamente. Daqui, levarei abordagens mais precisas na área de escravidão, racismo, história indígena, renascimento e muitos outros assuntos a serem abordados no próximo vestibular da Unicamp”, explica. Breno Zeferino é graduado em história pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. (Assessoria de Comunicação /Fundação São Francisco Xavier)



Postado originalmente por: Diário do Aço

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