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Vale do Aço

Especialista alerta para a descoberta precoce do autismo

Por: Diário do Aço 26/08/2017 15:32
Divulgação

Evento contou com palestras e momentos de discussões com o neuropediatra Marcone Oliveira

Professores, diretores, coordenadores e representantes da Educação Infantil das redes municipal e particular de ensino, em Ipatinga, participaram, no Panorama Tower Hotel, do evento “Autismo – Desvendando o Diagnóstico Precoce”. A iniciativa foi da Clínica Integrada Evoluir, com o propósito de levar aos profissionais da Educação Infantil uma nova visão a respeito da doença.

O evento, no dia 24, contou com palestras e momentos de discussões com o neuropediatra Marcone Oliveira, que fez esclarecimentos sobre a nova lei de avaliação infantil para o autismo.

A neuropsicóloga Luciana Freitas Magalhães explicou a metodologia da escala ‘Modified Checklist for Autism in Toddlers’ (M-CHAT), um instrumento de rastreamento precoce de autismo, destinado a identificar indícios desse transtorno em crianças entre 18 e 24 meses.

Também esteve no evento a psicóloga especialista em autismo, Gleice de Castro Nogueira. Ela abordou a importância da intervenção precoce para obter melhores respostas em relação à doença.

Outro ponto importante da programação foi o depoimento prestado por Cibele Ransolin, que relatou como ser mãe de autista transformou sua vida.

Lei

De acordo com o neuropediatra Marcone Oliveira, em abril de 2017, o Governo Federal lançou uma lei com um protocolo sobre a avaliação precoce do problema. “Entretanto, depois que nós especialistas fomos nos debruçar sobre o que ela explicava, compreendemos que o médico não vai conseguir, sozinho, realizar este diagnóstico, por dificuldade de acessibilidade à criança. Então, a gente acha que quem poderá melhor nos ajudar nesta função é o professor. Afinal, ele tem como comparar, tem mais de 20 alunos na sala, tem como cotidianamente acompanhar o comportamento de cada um e sugerir se ele tem ou não algum problema, que pode ou não ser autismo”, pontua.

Janela de oportunidade

Como explicou o neuropediatra, o ser humano tem um período normal de desenvolvimento. Assim, caso alguma criança não esteja se desenvolvendo de acordo com a idade ou o professor tenha detectado algo de diferente, deve entrar em contato com um médico e fornecer as informações do dia a dia do aluno. “O diagnóstico de autismo é interdisciplinar, ele é médico. Mas tem toda uma equipe por trás que observa as características clínicas da criança em relação à comunicação social, interesse e movimentos repetitivos. Por isso, a importância dos professores, que passam muito mais tempo com o aluno. A descoberta de algum problema precocemente, permite que haja intervenções rápidas, o que acarretará melhores resultados em relação ao transtorno”, concluiu Marcone.



Postado originalmente por: Diário do Aço

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