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Projeto escolar movimenta a comunidade do Ipaneminha

Por: Diário do Aço 14/09/2017 17:32
Divulgação

Durante visita, estudantes percorreram parte das margens do Ribeirão Ipanema

Mais de 350 estudantes do 1º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Maurílio Albanese Novaes participam do Projeto Patrimônio Socioambiental de Ipatinga, que conta com aulas em campo na comunidade rural do Ipaneminha. O trabalho foi iniciado com pesquisas realizadas no mês de junho e terá a culminância no dia 23 de setembro em uma exposição fotográfica, aberta para a comunidade.

O projeto interdisciplinar, que já é desenvolvido há 11 anos na instituição, abrange conteúdos de Geografia e Biologia. Atualmente, o projeto é realizado em parceria com o Instituto Interagir Turismo Pedagógico. Uma das professoras coordenadoras da ação, Patrícia Rabelo explica que o objetivo do projeto é demonstrar na prática os conteúdos ensinados em sala de aula.

“O projeto ambiental possui um cunho multidisciplinar e tem como fundamentação pedagógica a tríade educação, consciência e cidadania. Trata-se da ideia de que é imprescindível para os estudantes conhecer e estudar o espaço local para entender o espaço global. Além disso, o projeto torna concreto os conceitos aprendidos em sala, ele aproxima a teoria da realidade do estudante”, afirma Patrícia.

Fernando Lopes

Professora de geografia, Patrícia Rabelo, informa que projeto é desenvolvido há 11 anos na instituição

Após a fase das pesquisas e seminários realizados na escola, os estudantes passam para a segunda fase do projeto, as aulas de campo. Chamadas de “trilhas ambientais interpretativas”, aulas na nascente e na foz do ribeirão Ipanema, a fim de estudar o uso e a ocupação de suas margens e visitação à comunidade rural do bairro Ipaneminha. Dividido em duas turmas, os 350 alunos percorreram este trajeto na quarta-feira (13) e na quinta-feira (14).

Depois, com as percepções anotadas e cliques das paisagens, toda a turma irá começar a preparar a exposição fotográfica no dia 23, na Virada da Educação de Minas Gerais. A coordenadora destaca que o projeto é uma importante ferramenta didática. “É um instrumento facilitador do processo de ensino e aprendizagem, uma vez que o meio concreto (natural e cultural) dos estudantes estimula a capacidade de aprender, a formação crítica e cidadã e promove a construção de conhecimentos a partir de métodos pedagógicos criativos e interativos” pontua.

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Postado originalmente por: Diário do Aço

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