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Vale do Aço

SRS esclarece sobre quantitativo de soro antibotrópico

Por: Diário do Aço 13/12/2017 18:32
Wôlmer Ezequiel

Déborah Cabral: “Não há falta do soro, ele está sendo controlado, porque os insumos para sua fabricação têm faltado no Brasil inteiro”

Um episódio recente de uma criança picada por uma cobra da espécie jararaca, fez levantar as suspeitas segundo as quais o Vale do Aço estaria sem reserva de soro antibotrópico, um medicamento usado em casos de picada de serpentes. No caso em questão, o paciente de Jaguaraçu foi hospitalizado e doses tiveram que vir em uma aeronave, de Belo Horizonte, para evitar que o menino viesse a óbito.

Questionada pelo Diário do Aço sobre a disponibilidade do soro, a superintendente regional de Saúde, Déborah Cabral, esclareceu que o soro não está em falta na região. “Ele está sendo controlado, porque os insumos para sua fabricação têm faltado no Brasil inteiro e, para lidar com essa diminuição, fez-se toda uma programação no estado. Então, o soro que chega para nossa na região fica concentrado em determinadas instituições de fácil acesso e hospitais”, afirma.

A superintendente também explicou sobre o caso da criança de 10 anos, que foi picada por uma cobra em Jaguaraçu, no dia 25 de novembro, e precisou do soro antibotrópico no momento, mas não conseguiu obter. “Todos os municípios foram comunicados sobre essa diminuição de insumos por meio de nota técnica e reuniões. No caso específico para essa criança de Jaguaraçu, houve um desencontro de informações entre a instituição hospitalar e a vigilância de saúde do município. A nossa referência técnica da imunização, responsável por vacina e soro, só foi informada no dia posterior ao caso”, destaca.

Conforme a superintendente, o hospital foi buscar o soro em Belo Horizonte, sendo que na região já havia o medicamento em estoque, ou seja, o deslocamento aéreo e a gravidade pela qual a criança passou poderiam ter sido evitados, não fosse a falha na comunicação. “Diante disso, chamamos os hospitais para uma reunião e tentamos identificar em qual em ponto esse fluxo (de comunicação) foi interrompido para que acontecesse essa situação dessas. Orientações foram novamente repassadas para os municípios e hospitais”, ressalta.

Déborah Cabral acrescenta que existem protocolos de administração para esse soro, porque varia a quantidade das doses de acordo com a gravidade da pessoa, e também é feito um controle, semanalmente, pela Superintendência Regional de Saúde (SRS). “Em virtude dessa diminuição de insumos, foi revisto o protocolo e alguns hospitais ainda não o assimilaram. E toda quarta-feira, as instituições em que esse soro está concentrado, têm que entrar em contato com a gente avisando quantas ampolas de soro possuem e dependendo do estoque, a gente aciona a central e solicita mais ampolas para sempre permanecer em estoque”, explica.

A superintendente Déborah Cabral afirma que, nos dia que antecederam a data em que ocorreu o caso da criança de Jaguaraçu, a SRS não recebeu nenhuma informação de que o estoque na instituição, em que a criança foi atendida, tinha diminuído. “Então, os municípios onde as unidades hospitalares estão localizadas tem como responsabilidade de divulgar esse fluxo, porque eles têm que recolher as notificações e incluí-las no sistema, porque o soro só é liberado na Secretaria de Saúde por meio dessas notificações”, esclarece.



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