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São João del Rei e Região

Palmeira do Largo São Francisco é cortada

Por: Gazeta de São João del Rei 26/08/2017 0:03

Parte do cenário que compõe o Largo São Francisco mudou desde a quinta-feira, 17, quando uma Palmeira Imperial, com mais de 40 metros, precisou ser removida. A decisão veio com base em diagnósticos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), apontando diferentes patologias na árvore, que estava plantada em uma das laterais da igreja desde meados do século XIX.

Corpo de Bombeiros retirou árvore na quinta-feira, 17 - Foto: Gazeta

Corpo de Bombeiros retirou árvore na quinta-feira, 17 – Foto: Gazeta

Com os problemas, a planta passou a representar risco, em eminência de queda, para a população. A retirada da palmeira foi resultado de ação conjunta entre a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros.

A operação
O cabo do Corpo de Bombeiros em São João del-Rei, Cristiano Giovanni dos Reis, estipula que foram necessários sete militares tanto para o planejamento quanto para a realização da tarefa, além de oito pessoas na montagem das estruturas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “O corte nesses casos é muito complexo tanto pela idade da planta quanto por situações temporais, que podem aumentar riscos”, disse o cabo. E completou: “Instituições locais tentaram recuperar esse patrimônio. Infelizmente, diante de seu grau de debilidade, não houve como salvar a palmeira e seu corte passou ser fundamental”.

A ação de remoção da árvore começou às 6h e contou com a instalação de um andaime permitindo, assim, a retirada da parte apodrecida. Depois, foi preciso focar esforços para tombar o tronco em área calculada e delimitada.

Nova árvore
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em São João, é a responsável pela substituição da palmeira por uma da mesma espécie. O superintendente do setor de Áreas Verdes e Parques da pasta, André Venino Lombardi, diz que a previsão é de que haja replantio no local em prazo de 30 dias. “Aproveitaremos também para repor outras duas árvores faltantes. Plantamos mudas com altura de aproximadamente 2 metros, por ser um bom tamanho para desenvolvimento”, acrescentou.

O superintendente destaca, ainda, que as outras plantas do local não apresentam riscos, mas há monitoramento constante em torno delas. “Algumas folhas amarelaram devido ao processo natural de envelhecimento. Só amarelamento e ressecamento total indicam doença a ser analisada”.

No caso da Palmeira Imperial cortada na semana passada, uma solicitação para retirada foi feita junto ao Codema há cerca de dois anos. A situação dela também foi informada à Polícia Ambiental, ao Ministério Público de Meio Ambiente e ao Iphan, que há 30 dias também autorizou a retirada da árvore. “Então começamos a pensar como seria todo o processo e constatamos ser necessário suporte dos Bombeiros”, contou Lombardi.

Ele informou que também está previsto o corte de outras duas palmeiras: uma na Avenida Leite de Castro e a outra próxima à Igreja do Dom Bosco, de menor porte.

Irmandade
O ministro da Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis, Carmello Geraldo Viegas, afirma amar todas as plantas do Largo, mas concorda com a necessidade de retirada em alguns momentos. “Todas as árvores só foram removidas depois de mortas e apresentarem riscos a transeuntes. Isso sem falar no patrimônio da igreja, o que traria danos irreparáveis. Acredito que todas as palmeiras deveriam ter sido substituídas simultaneamente, para não haver interferência na composição. Nunca mais será como antes”, enfatizou, frisando que as espécies plantadas ali são trazidas de São Paulo e que há alto custo no seu transporte. Para Viegas, questões burocráticas podem aumentar o tempo de espera por novas mudas.

Postado originalmente por: Gazeta de São João del Rei

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