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São João del Rei e Região

Projeto reforma casa de carentes

Por: Gazeta de São João del Rei 31/03/2018 0:03

Na busca por entender porque a maioria das famílias não conseguem reformar suas casas, estima-se que há 15 milhões de habitações precárias no país. As arquitetas Amanda Carvalho e Camila Pádua perceberam que duas das principais razões são a falta de acesso ao crédito e dificuldade em comprovar renda e a auto gestão das obras com falta de auxilio profissionais que geram prejuízos enormes. Por isso, as empreendedoras criaram, junto a três outros profissionais, o projeto Arquitetas Nômades, visando democratizar a arquitetura e levar um pouco mais de conforto e segurança à quem não tem condições de arcar com valores altos.

Reforma de quarto no bairro são dimas - Foto: site Arquitetas Nomades / Divulgação

Reforma de quarto no bairro São Dimas – Foto: site Arquitetas Nômades / Divulgação

A primeira reforma do projeto já foi concluída e agora as arquitetas buscam angariar recursos para realizar outras três reformas no Bairro São Dimas. “A nossa maior dificuldade hoje é conseguir capital para financiar essas obras, já que o pagamento de tudo é feito à vista para conseguirmos maiores descontos. Incentivamos também a doação de materiais para que as famílias consigam economizar. Na medida em que tivermos mais obras, conseguiremos comprar materiais mais baratos e assim, as obras ficarão mais em conta também”, explica Amanda.

Para engrenar o Arquitetas Nômades, e para a realização das próximas obras, a equipe conta com a ajuda da população para arrecadar fundos até que o capital comece a girar e o projeto consiga se manter sozinho. A contribuição pode ser feita através da doação de materiais de construção ou em dinheiro.

O projeto
Arquitetas Nômades é uma iniciativa de impacto social que faz reforma residencial para famílias de baixa renda, por etapas, priorizando as questões mais urgentes de cada casa. A ideia surgiu em 2017, quando participaram de um laboratório de desenvolvimento de negócios de impacto social.

“Oferecemos às famílias: materiais, mão de obra e projeto; Trabalhamos com obras de baixa complexidade que custem até R$5 mil e por isso, fazemos a reforma por partes. Quando a família termina de pagar a primeira reforma, pode optar por uma nova reforma de mesmo valor em outro cômodo. Parcelamos o pagamento em até 36 vezes”, diz a arquiteta e uma das fundadoras do projeto, Amanda.

Equipe
A iniciativa é formada por cinco pessoas. Além de Amanda e Camila, ambas arquitetas, também integram a equipe Helena Celestino, graduanda em engenharia Elétrica e estagiária do projeto; Hudson Coelho, gestor de obras, formado em gestão financeira e de recursos humanos; e Douglas Araújo, consultor estratégico.

Reformas
Já foi realizada a reforma de um banheiro no Bairro de Matosinhos, e outras três reformas estão sendo programadas para o final de abril caso consigam arrecadar os recursos necessários. Todas elas podem ser conferidas no site www.arquitetasnomades.com.br

O Arquitetas Nômades não estará acatando a novas demandas até o meio do ano, mas os interessados podem entrar em contato através da página no facebook www.facebook.com/arquitetasnomades, pelo site www.arquitetasnomades.com.br ou através do e-mail arquitetasnomades@gmail.com.

Como Ajudar
Para os interessados em contribuir segue o link da plataforma de financiamento coletivo que é o principal meio de ajudar o projeto https://benfeitoria.com/reformaspopulares.

Além disso, quem puder doar materiais novos ou restos de obra, que serão repassados diretamente às famílias beneficiadas pela iniciativa, pode ligar para o número (0**32) 9 8887-6391 para combinar os detalhes da doação.
“Nós queremos dar às famílias oportunidade de acesso ao que é de direito delas. Através da doação de materiais conseguimos diminuir os custos da obra, mas eles ainda existem. Por isso não conseguimos atender todas os casos. Além disso, também é um desafio termos que focar em obras de baixo custo e complexidade e é por isso que precisamos muito da ajuda da população, até que as famílias terminem de pagar as parcelas para que o dinheiro seja usado nas reformas posteriores e o projeto consiga se manter sozinho”, conclui Amanda.

Postado originalmente por: Gazeta de São João del Rei

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