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Atacarejo não para de crescer – Preços são de 15% a 20% mais baixos do que nos supermercados

Por: Nova FM 21/08/2017 7:55

Diante do cenário de crise econômica e pouco dinheiro, os atacarejos tornaram-se uma opção de compra cada vez mais comum para os consumidores, levando as empresas do setor, que cresceu 16,8% no país em 2016, a investirem pesado na abertura de unidades no Estado. E o principal motivo dessa nova tendência pode ser sentido no bolso, já que os preços praticados são de 15% a 20% mais baixos que os cobrados nos supermercados.

O empresário Ítalo Emílio Huguet frequenta semanalmente esse tipo de estabelecimento. “Compro produtos para meu pub e para minha casa”, diz ele, que calcula uma economia de cerca de 20% com a prática. “Há produtos que chegam a custar 30% menos em relação aos supermercados”, completa.

De olho nesse público, o Grupo DMA, dono da rede de supermercados Epa e Epa Plus, decidiu ingressar nesse mercado no ano passado, com a retomada da bandeira Mineirão.

A primeira unidade foi inaugurada no Betim Shopping, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em maio deste ano foi a vez da loja de Ipatinga, no Vale do Aço, abrir suas portas. Conforme o diretor da DMA, Roberto Gosende, até o fim de 2017 serão inauguradas mais quatro lojas, em Sete Lagoas (região Central), Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), Viçosa (região Sul) e Conselheiro Lafaiete (região Central). “Já em 2018, devem ser abertas sete ou oito unidades. E uma delas será na capital”, adianta o executivo. Segundo ele, cada uma gera cerca de 300 empregos diretos e 800 indiretos, mediante um investimento médio de R$ 13 milhões.

Expansão. A Decisão Atacarejo, que conta com dois estabelecimentos na capital, além da loja virtual, é outra rede do setor que está ampliando sua presença na região metropolitana de Belo Horizonte.

Na próxima quinta-feira será inaugurada a unidade de Santa Luzia, e em setembro será a vez de Lagoa Santa. Já a loja de Contagem será aberta no mês de outubro.

Com as três unidades que serão abertas no segundo semestre deste ano, a empresa deve crescer 60%, segundo a diretora de marketing e recursos humanos, Valéria Bax. “A estimativa é aumentar em R$ 80 milhões o faturamento de 2017”, diz ela, que calcula entre 12% e 20% a economia feita pelo consumidor. No ano passado, a receita da empresa cresceu 18% na comparação com 2015.

Para 2018, conforme a diretora, está prevista a abertura de duas unidades, também na região metropolitana da capital. “Esperamos a consolidação das novas lojas, além da ampliação da loja virtual, com entregas em toda a região metropolitana de Belo Horizonte”, afirma ela.

MART MINAS DEVE TER 26 LOJAS ATÉ O FIM DESTE ANO

O Mart Minas abriu, no último dia 8, a unidade de Ubá (Zona da Mata). Com isso, a rede, com lojas em todas as regiões mineiras, passa a ter 23 unidades. “E serão mais três até o fim deste ano”, adianta o diretor comercial e de marketing, Filipe Martins.

Em 2016, foram inauguradas quatro lojas. E, no próximo ano, serão mais cinco. “Acreditamos muito no modelo. Em 2020, chegaremos a 40 unidades”, afirma.

A cada unidade aberta são gerados em torno de 130 postos de trabalho diretos e outros 200 indiretos. O valor do investimento não foi divulgado pela empresa.

Para Martins, a crise não ajuda o setor, já que reduz o poder de compra das famílias. “Aliás, impacta nos mais diversos segmentos. O que acontece é que o formato ganhou mais evidência de 2014 para cá”, observa o diretor.

Martins explica que o sucesso do modelo é o preço mais em conta. “A economia média, na compra, é de 10% a 15%”, diz ele. Sem revelar percentuais, o diretor conta que a rede teve crescimento no ano passado e deve fechar com resultado positivo também neste exercício.

NÚMEROS DO SEGMENTO

Campeão de desempenho. O atacarejo foi o setor do varejo que mais cresceu em 2016, segundo pesquisa do Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceira com o Serasa, junto às 350 maiores empresas do ramo.</MC>

Receita. A alta na receita em 2016 foi de 16,8%, seguido por óticas (13,2%) e farmácias e perfumarias (11,8%).

Acima da média. Em média, o varejo cresceu 7,7% em 2016.

Exemplo. O bom desempenho do grupo Pão de Açúcar, que teve alta de 12,1% no quarto trimestre do ano passado, foi impulsionado pela bandeira Assaí, unidade de atacarejo. Das 30 lojas abertas pelo grupo em 2016, 13 foram nessa modalidade.

APOIO MINEIRO VAI INAUGURAR A 14ª UNIDADE

O faturamento do Apoio Mineiro, do grupo Super Nosso, deve crescer 11% neste ano, conforme o diretor comercial e de operação, Rodolfo Nejm. No ano passado, o avanço foi de 16%.

Com os negócios em alta, mesmo com a economia fraca, o grupo inaugura, em setembro, a 14ª unidade do atacarejo, nas proximidades do Anel Rodoviário. “É um segmento de grande sucesso, que vem atraindo todas as classes sociais”, diz ele.

Em 2018, serão abertas de quatro a cinco lojas da rede, todas na região metropolitana da capital. Cada uma gera, em média, 200 empregos diretos.

Nejm explica que o preço mais baixo dos atacarejos deve-se ao menor custo de operação, já que são oferecidos menos serviços. Além disso, o mix de produtos é de 30% a 40% menor do que em um supermercado. Já os descontos variam de 15% a 20%.

Reportagem de Juliana Gontijo para o Jornal “O tempo”

Postado originalmente por: Nova FM

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