Presidente da Câmara de Carmo do Cajuru explica como será processo de cassação de vereador preso por pedofilia

Foto: Google Street View

A Câmara de Vereadores de Carmo do Cajuru julga nesta quarta-feira (14), a partir de 18h o processo de cassação do mandato do vereador Carlos Anderson da Silva (PDT), conhecido como Carlos Henrique da Rádio.

O vereador foi preso em março pela Polícia Civil por suspeita de pedofilia. Carlos foi apresentado no dia 08 de março, quando foi preso após 40 dias de investigação. A denúncia por pedofilia partiu de uma professora das vítimas. Carlos Henrique é natural de Bom Despacho e veio para Carmo do Cajuru há 13 anos. Ele é locutor de rádio e muito conhecido na cidade. Foi o vereador mais votado na última eleição municipal, com 674 votos.

Em contato com a reportagem, o presidente da Câmara, Adriano Nogueira da Fonseca (PSB) explicou como o processo de cassação foi iniciado. “O processo de cassação de mandato do vereador Carlos Anderson iniciou com o pedido do cidadão Gustavo Abib, que recebido pela Mesa Diretora, foi encaminhado para a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, que junto ao jurídico da Câmara, faz todo o procedimento anexado de documentos, provenientes do Juiz de Direito, Delegado de Polícia Civil, Regimento Interno e Defesa do Vereador, de onde os vereadores vão manifestar seu voto”, explicou.

A sessão extraordinária convocada para o julgamento de cassação de mandato do vereador preso deve ser iniciada às 18h, na Câmara Municipal de Carmo do Cajuru. De acordo com Adriano, a reunião será aberta ao público e caso seja confirmada a perda do mandato de Carlos Henrique, o suplente Sebastião Faria Gomes tomará posse. A Câmara Municipal de Carmo do Cajuru fica na Av. José Marra Silva, 175 – Centro.

De acordo com o delegado de Polícia Civil de Carmo do Cajuru, Weslley Amaral de Castro, Carlos Anderson encontra-se atualmente na Penitenciária Pio Canedo, em Pará de Minas, sendo transferido por questões de segurança pessoal. Após a apresentação, ele havia sido encaminhado ao Presídio Floramar, em Divinópolis. Segundo o delegado, após a exposição do caso na mídia o número de vítimas aumentou de cinco para quinze.

A pena que poderá ser aplicada ao investigado dependerá de procedimentos adotados pelo Ministério Público e pela Justiça. “Se serão somadas as penas, no chamado crime de comum material ou ainda o crime continuado, o qual se acrescenta uma porcentagem a pena. Se forem somadas as penas, facilmente a pena ultrapassará os 100 anos. Agora, caso seja somada, ainda assim, possivelmente chegará a uma pena de pelo menos 30 anos”, encerrou.

Leia também: Câmara de Carmo do Cajuru julga nesta semana processo de cassação de vereador preso por pedofilia

Ouça a entrevista do presidente da Câmara de Carmo do Cajuru, Adriano Nogueira da Fonseca (PSB)


Postado originalmente por: Portal MPA

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