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Vacina contra zika vírus começa a ser testada em humanos pela UFMG

Por: Rádio JM 730 AM 20/12/2017 15:30

 Assim como outros países do mundo, o Brasil busca formas de combater os vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti. A capital de Minas Gerais entra, no início de 2018, para seleto grupo mundial que procura conter a infecção causada pelo zika vírus.
A partir de janeiro, a vacina experimental contra a doença começará a ser testa em seres humanos, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG). No Brasil, além da UFMG, apenas mais uma instituição participa do estudo. Para integrar esse grupo, o hospital foi submetido a uma rigorosa seleção, com visitas, certificações e adaptações na estrutura.
O Estado de Minas informa que a vacina já foi testada em humanos para monitoramento da segurança e seleção da melhor dosagem em uma primeira fase, e está aprovada por comitês de ética nacionais e internacionais. Apesar disso, a substância será avaliada por um novo grupo de pessoas, com intuito de estudar mais dados sobre a eficácia e segurança no organismo de seres humanos sadios. Segundo o EM, para essa nova fase serão recrutados homens e mulheres voluntários, entre 15 e 35 anos, que moram em Belo Horizonte ou na região metropolitana.
Testes com voluntários. Para dar mais esse passo rumo ao combate da doença, o hospital deu início ao recrutamento de voluntários para participar dos testes nos próximos dois anos. Um grupo mínimo de 180 pessoas ficará durante 96 semanas à disposição de uma equipe multidisciplinar com 40 integrantes, composta por médicos e profissionais da área de saúde. Para o estudo, as despesas com transporte e alimentação dos voluntários serão reembolsadas. Em todo o mundo, haverá pelo menos 2,4 mil pessoas recebendo as doses.
Duplo cego. A publicação destaca que metade dos participantes receberá a vacina e a outra metade tomará um placebo (solução salina), em doses aplicadas por dispositivo sem agulha. O participante terá chances iguais de ser colocado em qualquer um dos grupos. O estudo é chamado de “duplo cego”. Isso significa que participantes e pesquisadores não saberão a qual grupo de medicamento o voluntário foi integrado. A medida é tomada como forma de garantir que os resultados sejam avaliados de forma imparcial.
Microcefalia. Importante lembrar que o zika é apontado como responsável pela microcefalia em recém-nascidos, situação que preocupa – e muito – as gestantes do país. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, em 2017, foram registrados 746 casos prováveis de zika em MG, sendo 134 em gestantes.
 *Com informações do Estado de Minas
 

Postado originalmente por: JM Online

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