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Uberaba e Região

Varanda em fachada de imóvel tombado na Leopoldino de Oliveira causa revolta

Por: Rádio JM 730 AM 29/12/2017 0:30

Mudança na fachada de imóvel tombado pelo Conselho do Patrimônio Histórico de Uberaba (Conphau), na avenida Leopoldino de Oliveira, gerou insatisfação de quem quer ver preservadas a memória e riqueza arquitetônica da cidade. A “obra” destoa da restauração feita em um imóvel vizinho, construído na mesma época, que rendeu reportagem no JM. Construída na década de 1930, a casa, que hoje abriga uma franquia de cosméticos, teve papel importante ao servir de hospedagem para o ex-presidente Juscelino Kubitschek em suas visitas a Uberaba.
Segundo o engenheiro João Eurípedes Sabino, a construtora responsável pela obra ao lado da casa preservada pela franquia de cosméticos acabou de levantar uma “meia-água”, que é um telhado com um só plano de inclinação. Para o ex-integrante do Conphau, o que fizeram com a fachada do imóvel antigo, que deveria ser preservada pelo Conphau, é um absurdo. “Onde está a preservação da fachada, quando em sua frente construíram, convenhamos, um barracão totalmente em desacordo com as linhas do patrimônio histórico ali existente?”, questiona.
A medida também gerou a indignação de alguns uberabenses, que postaram em suas páginas pessoais da rede social Facebook várias mensagens contrárias à alteração na fachada histórica. As regras de preservação arquitetônica se reportam há décadas, mas a Lei nº 10.717/2008, mais recente, estabelece normas de proteção do patrimônio cultural do município.
Para os bens cujo valor histórico resida em suas características externas, por exemplo, ou que a proteção da fachada seja suficiente para assegurar a preservação cultural, é determinada a conservação das fachadas, seus componentes arquitetônicos externos e coberturas; as edificações poderão sofrer alterações internas, desde que respeitadas as características externas e que sejam utilizados métodos adequados de restauração.
O Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau) é órgão de caráter colegiado, consultivo e deliberativo, destinado a orientar a formulação da política municipal de proteção ao patrimônio cultural e responsável por acompanhar as intervenções que comprometam a preservação de bens com valor histórico no município.
O presidente do Conphau, Marcos Bilharinho, foi procurado pela reportagem do Jornal da Manhã para comentar qual seria o grau de proteção ao tombamento atribuído ao imóvel na avenida Leopoldino de Oliveira, porém ele não atendeu às ligações.

Postado originalmente por: JM Online

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