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Divinópolis e Região

Divinópolis à beira de uma tragédia mundial – Audiência sobre lixo hospitalar revela dados assustadores

Por: Rádio Minas 31/10/2017 10:40

Em 1987 o Brasil apareceu no noticiário internacional com uma das mais famosas tragédias do mundo, envolvendo lixo hospitalar.  Uma peça utilizada em aparelhos de raio-x, repleta de um produto radioativo chamado de césio 137 foi encontrada e levada para a casa por um sucateiro, em Goiânia (GO).   O objeto acabou contaminando centenas de pessoas e matando várias. 

Em 2017, em Divinópolis, um cenário parecido favorece o surgimento de uma tragédia a qualquer momento.  Um depósito clandestino de Lixo Hospitalar existente no Distrito Industrial , está abandonado há pelo menos quatro anos, sem nenhum tipo de segurança com fácil acesso para qualquer pessoa inclusive crianças e animais.

No local estão restos de materiais usados em tratamentos médicos, clínicas, laboratórios e até partes de corpo humano.  São toneladas de material com alto risco de contaminação como seringas, sondas, objetos cortantes e outros itens.  Laudo pericial feito em 2013 inclusive constatou que o lençol freático está contaminado e a preocupação é maior porque o depósito está acima da estação de tratamento de esgoto da COPASA.  O material também favorece o surgimento de super bactérias e outras doenças.

Histórico

O galpão, onde seringas usadas, agulhas velhas, restos humanos e remédios vencidos foram acumulados, foi descoberto em março de 2013. A  empresa que alugou o galpão, a Ressol, foi notificada e os responsáveis se comprometeram a retirar todo o material e dar encaminhamento correto para ele. Eles chegaram a enviar parte do material para Betim, onde a Via Solo, responsável pela coleta do lixo em Divinópolis, incinerava o resíduo hospitalar.   

 

CONFIRAM REPORTAGEM SOBRE A INTERDIÇÃO DO LOCAL

Em 22 de maio, mais uma ação irregular da Ressol foi descoberta na cidade: um lote, que fica perto do galpão, pegou fogo. O incêndio levanta suspeitas sobre a origem do material no local. Como partes de corpos também foram encontradas no galpão e proprietários disseram que estranhavam a movimentação, há suspeita de que muita coisa ali despejada possa ter origem criminosa como fetos abortados clandestinamente, corpos de vítimas de crimes e outros problemas.

 

Constatado o dano ambiental. A Polícia Civil concluiu inquérito apontando os donos da empresa como responsáveis e chegou a pedir prisão preventiva. Eles porém não foram encontrados à época e por isso continuam em liberdade.  O inquérito foi concluído e enviado para o Poder Judiciário e até hoje não ocorre definição.  Hoje existem no município, dois processos contra a empresa. 

Audiência Pública

Durante Audiência Pública realizada na Câmara de Divinópolis, à pedido da Comissão de Saúde, surgiram suspeitas de que possa ter acontecido favorecimento político para que a empresa operasse sem alvará, licenciamento  e  fiscalização. 

Foi definido que o Executivo Municipal terá dez dias para se posicionar sobre o assunto e dar um fim ao lixo que lá está depositado. Neste espaço de tempo, deverá colocar avisos e providenciar segurança para o local para que ele não continue sendo acessado pela população ou animais já que doenças fatais podem se espalhar.   

A remoção do lixo e descontaminação deve ficar em R$800 mil. A Prefeitura terá de providenciar a limpeza e descontaminação e posteriormente receber os gastos dos responsáveis. Também foi pedido um laudo sobre a contaminação do lençol freático para saber se a água está comprometida.  O Vereador Edson Sousa sugeriu uma CPI para tratar do assunto. 

Mais sobre o caso

No Programa “Bom Dia Divinópolis”, Sílvio França falou mais sobre o caso e revelou ainda que três caixas d´água contaminadas foram removidas do local e podem estar sendo usadas por populares. Ouça o comentário que foi ao ar:

 

 

 

 

 

 

Postado originalmente por: Minas AM/FM

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