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Divinópolis e Região

Fausto Barros é afastado pelo MP, mas continua nomeado na prefeitura

Por: Rádio Minas 29/06/2017 8:40

O assessor especial de governo Fausto Barros foi afastado do cargo a pedido do Ministério Público durante uma ação conjunta com a Policia Civil. Ele foi acusado de ocupar o cargo de confiança do prefeito Galileu Machado de forma indevida após ter fraudado uma declaração de idoneidade.

Apesar do pedido de afastamento feito pela promotoria, Fausto Barros continua nomeado no cargo. A informação foi confirmada pelo diretor de comunicação da prefeitura. No portal de transparência de Divinópolis Fausto aparece na folha de pagamento dos servidores. No mês de junho data da operação, ele teve um rendimento líquido de mais R$ 9.600,00. Segundo o promotor responsável pelo caso Gilberto Osório a investigação teve inicio em janeiro. Desde então ele está no cargo irregularmente. Somado o salário equivalente ao período de 06 meses o montante atinge o valor aproximado de 60 mil reais.

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A assessoria da prefeitura informou em entrevista que após a ação do Ministério Público o assessor especial se afastou da função e deixou de frequentar o Centro Administrativo. Fausto entrou com um recurso contra a decisão da promotoria pedindo a recondução ao cargo. Apesar do afastamento estar sob avaliação da justiça ele não foi exonerado pelo chefe do executivo e permanece na lista de nomeados da prefeitura.

Diretor de Comunicação confirma informação:

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Fausto Barros é acusado pelo Ministério Público dos crimes de obstrução da justiça e falsidade ideológica. Segundo a promotoria ele estava proibido de assumir cargo público pela lei da ficha limpa, já que o mesmo possui uma condenação penal executada pela justiça. A sentença seria relacionada ao crime de improbidade administrativa na gestão anterior do prefeito Galileu Machado em 2001/2004.

Na época o assessor especial de governo foi acusado de fraudar licitações. O Ministério Público alega que para fazer da parte do atual governo ele teria ameaçado a testemunha do antigo caso a mudar a versão. Com este depoimento Fausto pretendia pedir a revisão do caso. O assessor do governo Galileu também é acusado pelo promotor de ter assinado um documento em janeiro desde ano alegando não ter pendências judiciais. Na operação realizada no dia 13 de junho Gilberto Osório afirma ter pedido a prisão preventiva de Fausto que foi negada pela justiça e o afastamento do cargo público. Ele não menciona pedido de exoneração do cargo. Desde a semana passada o Sistema MPA tem solicitado a promotoria uma entrevista. O promotor não quis receber a equipe de reportagem, mas informou que em breve o caso terá novidades.

Promotoria pede afastamento mas não solicita exoneração:

Postado originalmente por: Minas AM/FM

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