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Divinópolis e Região

Justiça nega pedido de interdição de bens da promotoria e município terá de arcar com retirada de lixo

Por: Rádio Minas 31/10/2017 17:40

A audiência da Câmara teve a finalidade de colocar fim em um problema que se arrasta há quatro anos. O galpão que armazena lixo hospitalar de forma indevida no Centro Industrial pode trazer problemas graves para Divinópolis. 

No local estão restos de materiais usados em tratamentos médicos, clínicas, laboratoriais com alto risco de contaminação, como seringas, sondas, objetos cortantes e outros itens. Um laudo pericial feito em 2013 inclusive constatou que o lençol freático está contaminado e a preocupação é maior porque o depósito está acima da Estação de Tratamento de Esgoto da COPASA. O fato virou caso de polícia. Foi decretada inclusive a prisão dos responsáveis pela empresa, porém eles estão foragidos.

Em 2013, o local pegou fogo. A polícia acredita que possa ter sido criminoso com o objetivo de esconder provas. Desde então o município tem travado uma luta para tentar solucionar o problema. O Ministério Público pediu uma multa por danos ambientais de R$ 2,5 milhões e a empresa arcaria ainda com R$ 500 mil para a retirada do material contaminado do local. O MP entrou com pedido de bloqueio de bens dos envolvidos, mas a justiça indeferiu em 2014, alegando ser desnecessário. Os prazos não foram cumpridos e a promotoria solicitou novamente o bloqueio de bens em 2015, mas o pedido ainda não foi julgado. 

No fim da reunião ficou definido que o município terá 10 dias para retirar todo o material do galpão e fazer a limpeza do depósito, eliminando assim todos os riscos. A remoção do lixo e descontaminação deve ficar em R$ 800 mil. 

Postado originalmente por: Minas AM/FM

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