Quarteto é condenado por assassinato de jovem em Juiz de Fora

Quatro homens foram condenados à prisão por envolvimento na morte Victor Hugo Fonseca Rafael, de 21 anos, no Bairro Jóquei Clube II. A vítima foi assassinada a tiros e apresentava dez perfurações à bala, quando foi encontrada já sem vida, na Rua Sebastiana Rosa Freitas. O crime ocorreu na data de 26 de dezembro de 2014. O quarteto foi a julgamento nesta terça-feira (14), no Tribunal do Júri do Fórum Benjamin Colucci. Fábio Alberto Dias da Silva, Robson Pereira Izidoro e Marcelo Gonçalves de Paula foram condenados a 20 anos de reclusão. Já Jonathan Rodrigo Duque da Silva teve a pena somada em 18 anos.

Conforme a denúncia do Ministério Público, os três primeiros foram os responsáveis por efetivar os disparos contra a vítima. Jonathan foi julgado por contribuir para a ocorrência do crime, uma vez que ficou aguardando o trio em seu veículo, a fim de ajudá-los a fugir. A denúncia ainda considerou que Victor Hugo teve sua defesa impedida pela superioridade numérica dos agressores.

Os condenados foram considerados frios, violentos e destemidos, visto que, após o crime, se aproximaram do corpo de vítima depois da chegada do policiais e até participaram do velório de Victor Hugo. O quarteto ainda teria proferido ameaças a familiares da vítima, que passaram a temer por sua vidas. Testemunhas ouvidas durante o processo declaram que os réus ostentavam armas de fogo pelo bairro, como forma de impor uma “lei do silêncio”, sendo temidos pela comunidade, além de terem envolvimento em outros delitos.

A vítima foi assassinada em plena via pública e em local de intensa movimentação na frente de um estabelecimento comercial. Os autores do crime agiram de forma planejada, já que os três responsáveis pelos disparos usaram toucas de ninja para esconder os rostos. Victor Hugo foi atingido na cabeça, no pescoço e nas costas com pistolas de calibres 380 e 40. Depois do assassinato, os pais da vítima tiveram que mudar de residência por causa das ameaças que sofreram. O motivo do homicídio foi a disputa pelo tráfico de drogas na região, já que Victor Hugo era afilhado de uma traficante rival dos réus.

Ainda segundo a sentença, os réus demonstram periculosidade, pois Marcelo já tinha sido condenado por tráfico de drogas; Robson responde por outro homicídio registrado em 2016, assim como Jonathan também tem envolvimento em assassinato ocorrido em 2016, sendo negado a eles o direito de recorrer da sentença em liberdade. Já Fábio teve o direito de recorrer em liberdade, mediante o compromisso de comparecer em juízo, mensalmente.

 

Por Tribuna de Minas – Juiz de Fora

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