Cemig esclarece infiltrações na barragem da Usina de Cajuru, em Divinópolis

Após o rompimento da barragem em Brumadinho, as barragens de água se tornaram alvo de fiscalização. Uma força tarefa foi criada para monitorar, até este mês, as barragens que apresentam riscos. Na região de Divinópolis, existem duas, a do Gafanhoto e a de Cajuru. Na usina de Carmo do Cajuru foram observadas infiltrações, tanto que a companhia elétrica já designou profissionais para acompanhar situação.

Em um mundo tão grande, somos iguais às formigas. Pequenos diante da imensidão de um planeta azul e cuidar do que é nosso faz toda a diferença. Para que haja energia elétrica em nossas casas ou nos locais de trabalho, precisamos das usinas hidrelétricas. A força da água que passa pelas turbinas gera a eletricidade. Mas para esse processo, é necessário reter a água nas chamadas barragens.

Infelizmente, as barragens já causaram prejuízos em Minas Gerais, como a de Mariana, que se rompeu em 2015 e recentemente, a de Brumadinho, deixando dezenas de vítimas. Diferente das barragens de rejeitos de mineração, as barragens de água, de certa forma podem ser mais seguras, mas a conservação delas também é alvo de fiscalização. Pelas turbinas passam até 16 mil litros de água por segundo. Banhando Divinópolis, Cláudio e Carmo do Cajuru, a usina hidrelétrica tem capacidade para gerar sete megawatts de energia por hora, atendendo uma casa com até três pessoas em uma população de até 90 mil habitantes.

INFILTRAÇÕES

Nossa reportagem observou vazamentos no paredão que retém a água da barragem de Carmo do Cajuru. Procurada, a Cemig, que é responsável pela usina hidrelétrica encaminhou nota sobre as possíveis infiltrações. “A Cemig esclarece que a infiltração observada na barragem da Usina Cajuru já era de conhecimento da empresa e que, após análise, verificou-se que se trata de uma ocorrência comum nesse tipo de estrutura e que a barragem apresenta desempenho satisfatório, sem indícios ou deteriorações que possam comprometer sua segurança estrutural ou funcional, até o momento. A Cemig informou ainda que segue rigorosamente os procedimentos de controle de segurança de suas barragens com inspeções em campo, coleta e análise de dados de instrumentação, planejamento e acompanhamento de serviços de manutenção, e operação dos reservatórios.”

A usina do Gafanhoto, na divisa entre Divinópolis e Cajuru apenas retém água e não gera energia no momento. No relatório da Agência Nacional de Águas, a barragem do Gafanhoto consta na categoria de risco médio, mas o dano potencial associado seria alto em caso de rompimento. Procurada pela reportagem, a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, responsável por estruturas do tipo informou que  “as barragens das usinas da região não estão na lista prioritária a serem fiscalizadas até maio e que pelas informações monitoradas, a segurança das barragens em questão está normal”.

A companhia energética esclareceu ainda, por meio de nota, que está elaborando um plano de ação emergencial para todas suas barragens e que vem realizando reuniões com a Defesa Civil dos municípios para saber como agir em caso de emergência.

 

Por TV Candides

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