Administrativos do sistema prisional da 12ª Risp fazem protesto em Ipatinga

Alex Ferreira

Greve do pessoal administrativo das unidades prisionais é por tempo indeterminado

Dezenas de servidores administrativos do sistema prisional mineiro, vindos de várias cidades da 12ª Região Integrada de Segurança Pública, participam em Ipatinga, hoje, de um protesto em frente ao Centro Socioeducativo, na avenida João Valentim Pascoal, em que pedem providências ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em relação à equiparação salarial dos servidores do sistema com os salários de agentes de outros órgãos, como polícias Civil e Militar.

Assistente executivo da Defesa Social no Centro Socioeducativo em Ipatinga, Núria Faioli, explica que um acordo foi firmado com o governo em 2015 e esse acordo nunca foi cumprido. “Executamos as mesmas funções com os técnicos e analistas de outros órgãos, mas recebemos salários defasados”, esclarece.

Vinda da penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, a assistente social, Gabriele Morais, explica que a unidade em que está lotada atende a cerca de 1.500 presos e apenas três assistentes sociais em seu setor.

“A manifestação vem cobrar também a chamada dos excedentes do concurso de 2013. O prazo de validade do concurso termina agora em julho. Temos defasagem em várias unidades e buscamos uma estrutura melhor para atendimento da demanda”, resumiu.

O objetivo do protesto é cobrar o cumprimento de um acordo com o estado para equiparar seus vencimentos aos de demais agentes administrativos da segurança pública (polícias Civil e Militar).

Uma lista divulgada pelas redes sociais pelos sindicatos que representam a categoria, indica 105 presídios e centros de internação de adolescentes infratores, onde agentes confirmaram participarão da mobilização. Segundo o diretor do Sindpúblicos, Geraldo Henrique, a adesão prevista é de 90%. Serão mantidos apenas os 30% exigidos por lei na área de saúde.

A greve abrange profissionais que trabalham na recuperação de presos, como psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, advogados e técnicos da área administrativa. Segundo o diretor do Sindpúblicos, a mobilização é porque o governo de Minas havia prometido uma equiparação dos salários desses profissionais com outros da área de segurança que foram contemplados com reajustes da gestão anterior. O salário médio desses funcionários é de R$ 1.050 para nível médio e R$ 2.298 para quem tem curso superior.

Outro diretor do sindicato, Hugo Barbosa de Paulo, informou que os servidores vão protestar com faixas e muito barulho em frente ao presídio de Ribeirão das Neves. “Sabemos que o governo está impedido de dar aumento por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal mas outras categorias estão recebendo um auxílio. Receber esse adicional nos aliviaria até o cumprimento do acordo”, disse. O adicional (ajuda de custo) é de R$ 85 a R$ 105, segundo o sindicato.

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