Aprovada retomada de operações no alto forno 1 da Usiminas

O conselho de administração da Usiminas aprovou proposta da diretoria da siderúrgica mineira para retomada das operações do alto forno número 1 da usina de Ipatinga a partir de abril de 2018, disse a companhia em comunicado encaminhado ao mercado nesta quinta-feira. Conforme o documento, a retomada do alto forno demandará investimentos de cerca de R$ 80 milhões e elevará a capacidade atual de produção da Usiminas, reduzindo exposição à compra de placas de terceiros.

O alto forno número 1 da usina de Ipatinga foi temporariamente paralisado em junho de 2015 em razão da necessidade da empresa, à época, de adequar sua produção à queda da demanda por aços planos no mercado brasileiro, diz o comunicado. A boa notícia ocorre poucos dias depois da Usiminas registrar o primeiro lucro após 11 trimestres de perdas.

“A retomada das operações do alto-forno número 1 da Usiminas em Ipatinga, é o primeiro passo do acordo de paz entre acionistas japoneses e italianos do qual fui encarregado de promover a pacificação dentro do Conselho Administrativo”, afirmou o conselheiro Luiz Carlos Miranda, representante dos trabalhadores no Conselho. A reforma tinha sido proposta pelo conselheiro.

O advogado graduado em Direito Social e fundador da Força Sindical e do Solidariedade em Minas, afirma que a retomada das operações do alto-forno número 1 da usina de Ipatinga será a partir de abril de 2018, porém os reflexos deste investimentos começam já em agosto deste ano, quando mais empregos e renda serão gerados com a produção nas áreas primárias, além do aumento da capacidade produtiva.

“Percebo que a Ternium/Techint no Brasil e a Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation, dois gigantes da siderurgia mundial, querem ver a Usiminas retomar seu protagonismo, como em seus melhores tempos. Tenho me esforçado ao máximo para que eles possam se concentrar no que nos une e não no que nos separa. Fica a lição de Nelson Mandela, grande líder mundial, que conquistou a reconciliação na África do Sul unindo os povos com um slogan: um só time, um só país. Na Usiminas, o que parecia impossível com japoneses e italianos sentados ao lado de uma mesa de negociação, se tornou um objetivo comum e até mesmo de sobrevivência. E, para simbolizar essa união, consegui fazer com que os executivos da Ternium (Oscar Monteiro) e da Nippon (Kazuhiro Egawa) celebrassem um momento de grande felicidade vestindo a camisa do Ipatinga Futebol Clube que traz a marca da Usiminas estampada. Não desistirei dessa luta. O desafio está apenas começando”, destacou Luiz Carlos Miranda.

Para Luiz Carlos Miranda, a preocupação é tentar encontrar uma solução pacífica para a disputa que gera entraves sem consenso para a Usiminas e a região. “A retomada dos investimentos mostra que essa barreira está sendo quebrada. O entendimento provoca estabilidade nos negócios da Usiminas e traz a paz social para uma geração de quase meio milhão de pessoas que moram na Região Metropolitana do Vale do Aço”, lembrou o conselheiro. Confiante, ele revelou que dentro de poucos dias, assim que houver a aprovação do Conselho, o plano de trabalho e recuperação da Usiminas será divulgado, com o estabelecimento de metas, aumento da produção e a melhoria dos resultados.


Postado originalmente por: Diário do Aço

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