Atraso na quitação de empréstimos deixou 35% dos consumidores negativados, diz SPC

A maior parte do dinheiro obtido com o empréstimo pessoal é destinada ao pagamento de dívidas (24%), como outros empréstimos, fatura do cartão de crédito e prestações em atraso


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(Foto: Reprodução/ Pixabay)

Atrasar na hora de quitar um empréstimo fez com que 35% dos consumidores ficassem no vermelho. O dado foi divulgado por uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que apontou que mais de um terço dos entrevistados que contrataram empréstimo no último ano ficaram com nome sujo por atrasar o pagamento das prestações.

O estudo mostrou que cada entrevistado possui, em média, dois empréstimos. A maior parte do dinheiro obtido com o empréstimo pessoal é destinada ao pagamento de dívidas (24%), como outros empréstimos, fatura do cartão de crédito e prestações em atraso. No entanto, do total de pessoas que utilizaram da modalidade para colocar suas vidas financeiras em dia, apenas 20% conseguiram regularizar as dívidas.

Outros 19% utilizam o dinheiro para reformar a casa ou apartamento, 15% para abrir um negócio e 15% para viajar. Entre os que adotaram a modalidade de consignado, as principais finalidades apontadas são: pagar dívidas de outros empréstimos, cartão de crédito e contas em geral (30%), reformar a casa ou apartamento (20%), pagar contas de água, luz, telefone, aluguel, condomínio e escola (16%), comprar mantimentos para casa (14%) e comprar ou trocar de carro (13%).

De acordo com o levantamento, dois em cada dez brasileiros (23%) contrataram algum tipo de empréstimo nos últimos doze meses, sendo que 12% buscaram empréstimo pessoal em bancos e 7% em financeiras. Além disso, 14% optaram por empréstimo consignado em banco, principalmente entre o público com mais de 55 anos (27%), e 6% em financeiras, modalidade em que se desconta as parcelas diretamente do salário ou da aposentadoria.

Considerando os entrevistados que possuem empréstimos em aberto, o número médio de parcelas que faltam para quitar o empréstimo é de 15 prestações, que pode chegar a 24 parcelas entre o público com mais de 55 anos. A pesquisa mostra que mesmo em meio a tantos compromissos, a maioria afirma controlar o pagamento das parcelas (75%). Desse universo, 34% fazem esse acompanhamento por meio de anotações em agenda ou caderno, 24% usam planilhas no computador e 17% aplicativos de celular.

Restrição em cadastro do SPC inviabilizam empréstimos

Mais de 20% dos brasileiros tentaram contratar um serviço de empréstimo nos últimos meses. No entanto, apenas 9% conseguiram. Aproximadamente 12% não conseguiram por estarem com restrição do nome em cadastros de proteção ao crédito. O segundo motivo para o pedido de empréstimo ser recusado é o valor solicitado que estava acima do permitido pela renda.

A pesquisa mostra ainda que 57% dos que tomaram empréstimo no último ano consideram que as taxas de juros cobradas pelas instituições foram altas ou abusivas. Quando questionados sobre as exigências feitas para na hora de contratar empréstimos, 53% dos consumidores revelam que nenhuma garantia foi solicitada. Sobre o valor levantado, 48% avaliam que a quantia foi parcialmente suficiente para seus objetivos.

G.R

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