Eleitores avaliam a campanha política e revelam o que desejam dos próximos governantes do Brasil

Nesse domingo (7) serão escolhidos os novos representantes do povo brasileiro para os próximos quatro anos. Na urna eletrônica, cada eleitor deverá escolher, pela ordem, primeiro o deputado federal (quatro dígitos). Depois, será a vez de votar para um deputado estadual (cinco dígitos), dois senadores (três dígitos), um governador (dois dígitos) e, por fim, o presidente da República (dois dígitos).

Ao digitar os números, aparecerão a foto, o número, o nome e a sigla do partido do candidato. Se as informações estiverem corretas, aperte a tecla verde Confirma. Para o cargo de senador, o eleitor deve fazer a operação duas vezes. A urna eletrônica também tem a tecla Corrige, que permite ao eleitor mudar o voto caso detecte algum engano.

A disputa eleitoral foi marcada por forte polarização e engajamento da população, sobretudo por meio das mídias sociais. Neste cenário, apesar das tentativas de combate às fake news, por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), elas ganharam mais força durante o período de campanha, em especial com grupos desordenados no Whatsapp.

Atualmente, o Whatsapp é a mídia social com mais usuários no Brasil. Segundo a empresa, são quase 120 milhões de usuários. Pesquisa divulgada na semana passada pelo Datafolha destaca que eleitores de Bolsonaro foram os que mais declararam usar alguma rede social, um índice de 81%, frente a 59% dos eleitores de Haddad. Os apoiadores do candidato do PSL também foram os que mais disseram ler notícias sobre política no WhatsApp. São 57% dos eleitores de Bolsonaro, enquanto só 38% dos eleitores de Haddad disseram se informar pelo aplicativo sobre política.

Já os meios tradicionais de propaganda como o rádio e a TV foram colocados em segundo plano, o que acarretou em uma queda significativa de audiência no horário eleitoral gratuito das emissoras, segundo o Ibope.

Na última pesquisa eleitoral divulgada pelo Datafolha, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) possui 35% das intenções de votos contra 22% de Fernando Haddad (PT) e 11% do Ciro Gomes. A pesquisa também aponta que os candidatos com maior rejeição são Bolsonaro com 45% e Haddad com 40%. A vitória de Bolsonaro no primeiro turno não está descartada, mas segundo o levantamento, se houve o segundo turno, o acirramento entre os dois primeiros colocados, será inevitável, pois o candidato do PSL aparece com 44% e Haddad com 43%, o que caracteriza empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A participação em debates, diferentemente do primeiro turno, deverá confrontar as propostas dos dois candidatos perante o eleitorado.

Em meio a este clima agitado das eleições gerais de 2018, o Diário do Aço foi às ruas de Ipatinga para saber como a população avalia o desempenho dos candidatos durante a campanha eleitoral e quais são os anseios depositados no próximo presidente e governador, independentemente de qual candidato seja eleito.

Fotos: Wôlmer Ezequiel

“Eu consegui avaliar bem os candidatos à Presidência da República. Em relação ao Governo de Minas eu ainda estou um pouco perdida, acredito que os debates não foram os suficientes para realizarmos uma análise. Espero que os próximos representantes possam realizar melhorias especialmente na área da saúde, pois é fundamental pra todo mundo e está bem ruim”. Jaqueline Vitorino, 34 anos, dona de casa.

“Achei esta campanha fraca. Os próprios candidatos não aproveitaram as oportunidades para apresentarem as propostas. A campanha foi muito polarizada e isso atrapalhou as discussões. Por isso, procurei me informar pela imprensa. Acredito que as questões básicas a serem melhoradas é a segurança do país e a geração de emprego, são coisas que não podem ficar para depois”. Rogério da Silva, 52, técnico de informática.

“Em relação à campanha deste ano eu vi alguma coisa pela televisão, mas também vi muitas notícias pela internet. Acho que deu tempo de a gente avaliar as propostas. Na realidade, eu não acredito que nada vai mudar, não mudou até agora. Porém, eu gostaria que melhorasse a questão do emprego, eu mesma há 30 anos que trabalho, nunca fui fichada”. Almerinda Rosa de Souza, 46, diarista.

“Eu analisei as propostas dos candidatos pelo horário eleitoral na televisão. Não utilizo a internet, por isso não sei como foi a campanha nela. Acho que os próximos governantes do Brasil e Minas Gerais precisam desenvolver ações para melhorar de uma forma geral a saúde, segurança, educação e em especial à geração de emprego. Não sei apontar alguma ação mais específica”. Willian Antônio Alves, 52 anos, motorista.

“Não achei que a campanha foi boa. Os candidatos em geral não conseguiram transmitir confiança para o povo. E como sempre muita promessa que não será cumprida. Acredito que os próximos governantes precisam valorizar a educação, com o salário dos professores em dia e tempo integral para os alunos, a saúde e dar mais atenção às pessoas com terceira idade, que são desprezadas no país”. Juraci Lima Alves, 60 anos, auxiliar de serviços gerais.

“Acho que a campanha não foi o suficiente para avaliar os candidatos, eles focaram em apenas atacar o adversário. Contudo, eu vi alguns debates pela televisão e consegui entender algumas propostas. Mas acho que par os próximos quatro anos a educação e saúde precisam melhorar, respeitando os professores e médicos com pagamentos em dia e não atrasando do jeito que está”. Robson Rodrigues, 21, estudante.


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