Em Ipatinga caminhoneiros mantêm paralisação

Os caminhoneiros autônomos, que fazem no bairro Horto, em Ipatinga, o bloqueio dos caminhões com cargas, nos dois sentidos da BR-381, avisam que não vão encerrar o movimento em que pedem a redução nos preços dos combustíveis e o fim da corrupção.

No fim da manhã dessa sexta-feira (25), os motoristas afirmaram ao Diário do Aço que a proposta do governo, de congelar o preço do diesel por 30 dias, suspendendo a paralisação por 15 dias, enquanto são discutidas medidas de desoneração fiscal para o Diesel, não representa, nem de longe a vontade dos manifestantes.

“Porque não negociam publicamente? Reuniram um grupinho, definindo o que eles querem não os interesses dos caminhoneiros e da população”, afirmou o caminhoneiro Cleidson Martins Soares, de Coronel Fabriciano, que atua há treze anos como motorista.

Alex Ferreira

Concentração dos caminhoneiros em Ipatinga é feita em frente a Brasauto, no bairro Horto

Cleidson acrescentou que eles não seguem a orientação de nenhum sindicato e estão desvinculados de grupos políticos.

O caminhoneiro disse que considera um absurdo a declaração do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, segundo a qual está na mesa apenas a discussão acerca do diesel, a gasolina está fora de qualquer exoneração fiscal. “Isso é a versão do governo. Nós estamos falando é de derivados de petróleo e isso inclui o diesel e a gasolina”, insistiu.

Pedido de intervenção militar

Já em relação aos vários veículos com adesivos e inscrições a tinta “Intervenção militar já”, o motorista disse que a informação chegou nos grupos de caminhoneiros e aqueles que são adeptos da proposta tomaram a decisão de afixar as faixas. “Não é nosso objetivo inicial, mas cada um é livre para fazer o que quer”, enfatizou.

Pela manhã o motorista admitiu o temor de o governo utilizar as forças armadas contra os manifestantes. Pouco mais de uma hora depois, em pronunciamento, o presidente Michel Temer anunciou que estava autorizado o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros, caso as estradas não sejam liberadas pelo movimento.

A decisão foi tomada após reunião no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que contou com a participação de ministros e do presidente.

Cleidson Martins Soares, caminhoneiro, Coronel Fabriciano

Nunca houve retenção de caminhões de lixo

Os caminheiros que participavam da manifestação aproveitaram a presença da reportagem para afirmar que nenhuma carga perecível, destinada a hospitais e caminhões de lixo ou carga viva, foi retida na manifestação.

“Andaram divulgando por aí que as cidades iam ficar sem recolhimento de lixo porque os caminhões compactadores não estavam passando. Isso é mentira”, afirmou um dos motoristas, versão que foi confirmada por todos.


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