Emissoras de rádio e televisão também devem estar presentes na internet

Emissoras que possuem sites de notícias e redes sociais atraem mais anunciantes

Após o surgimento e a expansão da internet, empresas de diversos segmentos foram obrigadas a readequar sua forma de se comunicar para fortalecer a marca. Somente no Brasil, mais de 100 milhões de pessoas estão conectadas, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O marketing digital facilita o processo de comunicação com as pessoas seja para vender um produto ou prestação de serviço público. Desde o advento da internet, nos anos 1990, aos dias atuais, presenciam-se mudanças bem relevantes na web. O usuário deixou de ser mero expectador e passou a ser protagonista e formador de opiniões, influenciando diretamente nas tendências e modas”, disse o jornalista e especialista em marketing digital, Leandro Cardoso.

Não se pode afirmar que o sucesso das emissoras de rádio e televisão depende exclusivamente da internet, mas deve-se reconhecer que o meio atinge públicos de diferentes idades e em inúmeros locais do mundo, o que pode ser um fator bem relevante para as emissoras. O alcance é significativamente notável, o que leva a marca a ser também, atraindo mídias para as emissoras, mais ouvintes e consequentemente mais seguidores. “Não podemos falar de marketing digital sem incluir os veículos de comunicação de massa, como o rádio, por exemplo, que é um canal onde as marcas querem estar. Neste sentindo, é fundamental que os responsáveis pelas emissoras estejam atentos a esses novos desafios. Ter um portal ou um site que permita que qualquer pessoa ouça a programação, conheça as atrações locais e a cultura regional é atrair turistas para a cidade, se expandir e se mostrar para o mundo,” salientou Cardoso.

Segundo o também especialista em marketing digital, Marcelo Trigo, ter site de notícias e estar presente nas redes sociais é fundamental para a estratégia de divulgação da marca. “Por meio das mídias sociais o radiodifusor pode saber a opinião dos seus ouvintes e/ou telespectadores. Além disso, o radiodifusor poderá estudar melhor seu público e assim criar ou divulgar produtos que façam sentido para eles”, disse Trigo.

Ainda, de acordo com Cardoso, “a programação radiofônica deve ser estruturada para ultrapassar fronteiras locais, alcançar quem não é da região, mas que pode conhecer o modo de vida, a história, os costumes e as formas de viver das comunidades onde as emissoras estão instaladas. A rádio é um meio de interlocução entre pessoas”.

Todos esses benefícios têm feito com que cada vez mais radiodifusores se adequem às novas tendências de mídia. Como é o caso da TV Andradas, no Sul de Minas, que hoje disponibiliza o seu conteúdo em redes sociais e no seu próprio portal. A assessora da Tv Andradas, Kátia Barbon, explica que as matérias produzidas pela equipe de jornalismo antes ficavam limitadas ao público local, e que por meio das mídias digitas, o conteúdo pode ser divulgado para pessoas de todo o mundo. “Principalmente andradenses que se mudaram da cidade e usam nossos canais online para se manterem informados sobre o que acontece por aqui,” disse Barbon.

Outro grupo que é destaque pelo conteúdo publicado em mídias sociais é o Sistema MPA, de Divinópolis, no centro oeste do estado. O diretor artístico, Daniel Fernandes, salientou o sucesso da emissora com seu público. “Nos dias atuais uma emissora que não entende que seu público está cada vez mais enraizado com as redes sociais está fadado a ficar pra trás no que diz respeito à interação com ouvinte e cada vez mais próximo de não conseguir audiência e consequentemente anunciantes”.

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