Fechamento de hospital em Fabriciano permanece sem solução

Wôlmer Ezequiel

Já tem mais de quatro dias que o Hospital Doutor José Maria Morais está com as portas fechadas

A semana chegou ao fim sem que fosse definida uma solução para a volta imediata do funcionamento normal das atividades no hospital José Maria Morais, antigo São Camilo, em Coronel Fabriciano. Até o fim da tarde desta sexta-feira nenhuma ação concreta foi anunciada pelos agentes políticos envolvidos na negociação que transfere a administração integral da instituição, do estado para o município.

Os médicos encerraram a entrada de novos pacientes na última segunda-feira (29), devido à falta de condições materiais de atendimento na instituição, ficou com estoques zerados de insumos hospitalares essenciais para cuidar dos pacientes.

Os médicos anunciaram que seria feito todo esforço possível para atender aos pacientes que ainda restavam internados, enquanto não recebessem alta médica ou transferência para outra unidade conveniada com a rede pública.

Salários

Além disso, o advogado do corpo clínico, Maicon Reis, explica que houve três meses de atraso nos salários dos médicos. O corpo clínico não sabia, até sexta-feira, quando vai receber. No entanto, o advogado afirmou que os médicos continuam trabalhando no hospital, atendendo os pacientes que estão internados.

Entenda

No dia 9 de maio, o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, anunciou que o município iria assumir a gestão plena do hospital, porque o contrato do governo do Estado com a Sociedade Beneficente São Camilo venceu naquele dia e não foi renovado. Ficou acertado, com o estado, o suporte financeiro com repasses para a manutenção da instituição.

Para o período de transição no hospital que passou a ser chamado de José Maria Morais, foi indicada a Beneficência Social Bom Samaritano, de Governador Valadares. Mas a transição não ocorreu como o esperado, em função de questões burocráticas, e a situação resultou na crise do atendimento.

Timóteo

Também em Timóteo permanece o quadro de paralização do corpo clínico do Hospital e Maternidade Vital Brazil/São Camilo, que possui como mantenedora a São Camilo. O advogado dos médicos, Maicon Reis explicou que os médicos da unidade em Timóteo também estão há dois meses sem receber o pagamento. Por isso, decidiram paralisar as atividades a partir do dia 10 de junho, quando o corpo clínico passará a realizar apenas o atendimento de pacientes classificados pelas cores laranja e vermelha, que significam, respectivamente, muito urgente e emergência.

Negativa

Em Ipatinga, nesta sexta-feira, pessoas ligadas ao governo do prefeito Sebastião Quintão, negaram que a Beneficência Social Bom Samaritano, de Governador Valadares, irá assumir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), conforme relataram fontes ao Diário do Aço. A expectativa é que a entidade valadarense assuma somente os hospitais em Timóteo e Coronel Fabriciano, em uma negociação que ainda está em andamento.


Postado originalmente por: Diário do Aço

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