Hospital em Timóteo continua com novela sem fim

Alex Ferreira

Apenas serviços de urgência e emergência são realizados pelo SUS no Hospital São Camilo/Vital Brazil

Há 31 dias o Hospital São Camilo/Vital Brazil, em Timóteo, mantém suspensos os atendimentos eletivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por causa do atraso de repasse de verba do governo estadual. Essa novela começou no dia 3 de setembro e até hoje parece não ter fim. Enquanto isso, os dependentes do serviço, que não têm culpa da situação, é que ficam prejudicados.

Para amenizar o problema, a administração de Timóteo afirmou, por meio de uma nota, que “o atendimento no Centro de Saúde João Otávio continua reforçado, assim como o trabalho das equipes do programa Estratégia de Saúde da Família (ESF)”.

A nota ainda acrescentou que o município de Timóteo não possui nenhuma pendência financeira ou de qualquer natureza com o Hospital e Maternidade Vital Brazil.

Mantenedora

Já a assessoria de Comunicação da Sociedade Beneficente São Camilo, mantenedora do hospital, ressaltou, por meio de uma nota, que os atendimentos eletivos ao SUS estão suspensos por atraso de repasse de verba ao hospital. “Porém, todos os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos em sua normalidade”, afirmou.
Questionada acerca do valor da dívida atual, a assessoria da mantenedora não informou. Entretanto, no mês passado, a Sociedade Beneficente São Camilo alegou que o Estado de Minas Gerais descumpriu com as obrigações previstas no contrato nº 0052/2016, referentes aos repasses dos meses de abril (R$ 397.477,04), maio (R$ 397.477,04) e junho (R$ 597.477,04), que totalizavam um débito de R$ 1.392.431,12.

Terceira vez

O Hospital São Camilo/Vital Brazil, que é referência para Timóteo e cidades vizinhas, já suspendeu os atendimentos eletivos pelo SUS por três vezes nesse ano, por causa dos atrasos nos repasses financeiros pelo estado. A primeira foi uma paralisação de alerta, por 24 horas, entre os dias 3 e 4 de abril. A segunda ocorreu entre 26 de junho e 9 de julho. Já a terceira teve início no dia 3 de setembro e até nesta quarta-feira (3) não tinha voltado ao normal. Todos os casos estão relacionados ao atraso do repasse de verba do governo estadual.


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