Mais de 170 casos de Chikungunya registrados em Coronel Fabriciano

Arquivo DA

A única forma de diminuir casos da doenças é combater focos de reprodução do mosquito

Novas notificações de suspeitas de chikungunya são registradas diariamente nos postos de saúde do município de Coronel Fabriciano. Até o fechamento desta edição do DIÁRIO DO AÇO, a Secretaria de Governança da Saúde registrou 178 casos desde o início do ano. O alerta foi feito por um leitor que foi a uma unidade de saúde na segunda-feira, e ficou assustado com os diagnósticos da doença. “Nesse caos com os serviços hospitalares, agora temos mais essa, o avanço da chikungunya”, reclamou Paulo Roberto Carvalho.

A reportagem do Diário do Aço foi apurar a informação e a gerente de Vigilância em Saúde de Coronel Fabriciano, Vânia Tavares, avaliou que o aumento de casos de chikungunya é uma situação regional. “No Leste de Minas houve um aumento significativo de registros da doença, já houve surtos em Governador Valadares e até mesmo em Ipatinga. Como o tráfego de pessoas é grande na região, Fabriciano não ficou de fora” destaca.

Segundo Vânia, dos casos registrados, 56 foram confirmados. “Nós fazemos a coleta do sangue e enviamos para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. Em média, 12 pacientes por semana chegam aos postos de saúde de Fabriciano com sintomas da doença”, informa.

O município ainda não está em situação de epidemia da arbovirose, contudo, existem pontos de surto. Entre os locais mais críticos, estão o Santa Cruz com 21 casos registrados e Centro, com 18, seguidos pelos bairros JK, São Domingos e Santa Terezinha.

Sintomas e tratamento
Conforme pontua a gerente, qualquer pessoa que tiver febre súbita acima de 38,5ºC acompanhada de fortes dores articulares, deve buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência. “Se está tudo bem e, de repente, vem febre e dores articulares, deve procurar a assistência médica. Embora tenha baixo índice de letalidade, a doença tem forte impacto social e econômico, porque incapacita o paciente para o trabalho por um período indeterminado. Diferentemente do zika vírus e da dengue, nas quais o sintoma persiste por mais ou menos sete dias, a chikungunya pode ser crônica. Os sintomas podem desaparecer após uma semana ou pode durar até mais de um ano. Além disso, as dores são muito mais acentuadas que nos casos de dengue”, afirma Vânia.

A especialista garante que todas as UBS de Fabriciano possuem profissionais capacitados para identificar e tratar a doença. “Este tipo de arbovirose apresenta baixa taxa de mortalidade, mas como pode persistir, o paciente não deve esperar em casa sem buscar o tratamento adequado”, enfatiza.

Controle
O único modo efetivo diminuir a disseminação da doença é combater o vetor, o mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue, zika vírus e febre amarela. Para isso, Vânia destaca que são necessários dois agentes, o Poder Executivo Municipal e a população.

“Nós do setor de Epidemias, temos a preocupação de controlar as áreas mais afetadas e passar para o centro de Endemias, para que seja realizado o borrifamento leve. Contudo, as arboviroses são doenças de controle social. Precisamos que cada um de nós tire um minuto do nosso dia-a-dia para verificar se não temos em nossas residências água acumulada nos ralos, ou lixos em áreas externas, se a caixa d’água está tampada e outros cuidados. Só assim haverá a diminuição do mosquito da dengue, que está com o ciclo de reprodução cada vez mais rápido”, avalia a gerente.

O controle por meio do carro fumacê só é autorizado pelo Governo do Estado quando há registro de epidemia no município.


Postado originalmente por: Diário do Aço

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