Manifestantes fecham ferrovia em Periquito

Os atingidos pela lama no Rio Doce, gerada depois da catástrofe ambiental na área da Samarco/Vale/BHP, em Mariana, fecharam a Estrada de Ferro Vitória a Minas, na manhã dessa sexta-feira, no município de Periquito.

Divulgação

Protesto começou na manhã desta sexta-feira e moradores de Periquito querem resposta de fundação que cuida de indenizações por danos provocados por catástrofe da mineração

O protesto contra com apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e são coordenados pelo vereador Juninho do Nereu. A Vale espera que até a hora da passagem do trem de passageiros, sentido a Cariacica (ES), o que deve ocorrer por volta de 13h, a ferrovia já esteja liberada.

Os populares decidiram fechar a passagem na EFVM em Periquito, com a exigência de solução dos problemas causados em decorrência do desastre ambiental com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na área de mineração da Samarco, que tem como sócias a Vale e a BHP Billiton. Há mais de 60 dias, moradores da comunidade de Pedra Corrida, em Periquito, também fizeram suas reivindicações.

O vereador Juninho do Nereu (PCdoB) explica que o processo indenizatório, pelos danos decorrentes da poluição no rio Doce, que abastecia a cidade de Periquito, não está na mesma etapa para todos os moradores afetados pelo desastre.

“Temos diversas situações em Periquito. Existe morador que fez o cadastro, mas até hoje não foi chamado para fazer o questionário; outros possuem o questionário, mas o terreno ainda não passou pela perícia técnica; e há os que concluíram todo o processo e não foram solicitados para o recebimento da indenização. Precisamos de respostas efetivas da Samarco e Fundação Renova em relação aos moradores diretamente atingidos”, destaca.

O vereador informa que um escritório da Fundação Renova, responsável pelo atendimento aos atingidos pelo desastre, foi aberto na cidade dia 25 de maio. “Foram contratados dez funcionários, mas sempre que precisamos eles falam para ligar no disque 0800 da Fundação. Fica um jogo de empurra por parte deles”, salienta Juninho.

Outro ponto levantado no manifesto desta sexta-feira é sobre a qualidade da água de poços artesianos no município. Pouco antes do rompimento da barragem, a água distribuída para a cidade era captada no Rio Doce e tratada pela Copasa. Após o desastre, a Samarco perfurou poços artesianos, mas segundo relatos a água possui alto nível de ferro.

“Até hoje as águas dos poços e cisternas não são mais as mesmas. Elas possuem uma coloração de ferrugem, gosto e cheiro forte, mesmo a água tratada. Precisamos de um empenho da empresa e da Prefeitura de Periquito para melhorar essa situação que atinge toda a cidade”, revela o vereador Juninho. Os organizadores da manifestação não informaram o prazo de interdição da via.

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Postado originalmente por: Diário do Aço

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