Manifestação na MG-760 cobra sequência da pavimentação

Alex Ferreira/Arquivo DA

Pavimentação parou no começo do ano e empresa passou a fazer apenas terraplanagem entre Santo Antônio da Mata e a entrada do povoado de Antunes

Um protesto realizado no fim de semana cobrou do governo estadual celeridade das obras de pavimentação da MG-760, rodovia que interliga o Vale do Aço e a Zona da Mata. O movimento foi concentrado no povoado de Santo Antônio da Mata, em Marliéria e foi organizado por lideranças do “Movimento MG-760 Asfalta Jᔠe comunidades do entorno da rodovia. Mais dois manifestos estão agendados para o mês de setembro.

O manifesto fez um alerta para que as obras de pavimentação não parem. O local foi escolhido estrategicamente porque é justamente no povoado que o asfaltamento parou, no começo do ano. Desde então são realizadas apenas obras de terraplenagem no trecho que vai até a entrada do córrego dos Antunes.

Foram abordados 461 veículos, dois quais 145 veículos tinham como destino de cidades como Raul Soares, Ponte Nova, Rio de Janeiro, Viçosa, Juiz de Fora, entre outras.

Entre os participantes do protesto estavam o prefeito de Timóteo Douglas Willkys (PSB) e de Dionísio, Farias Menezes (PSL).

Divulgação Asfalta MG-760

“O Movimento MG-760 discute neste momento a continuidade do cronograma da obra, porque a retomada do asfaltamento da MG-760 está completando um ano e a conclusão de apenas oito quilômetros com asfalto. Desde o fim do ano passado, a empresa Tamasa reduziu a mão de obra de trabalhadores, parcela salários e retira máquinas da estrada”, relataram os coordenadores do Movimento 760. As informações extraoficiais indicam que o governo do estado não está pagando a empresa.

Na opinião dos organizadores, as obras estão “a passo de tartaruga” há mais de um ano, e o governo do estado insiste em dizer para a imprensa que os recursos para o empreendimento estão liberados. “O que estamos presenciando são demissões, morosidade das obras e o parcelamento dos salários dos operários. O único trecho asfaltado foi concluindo em três meses. A partir de então, nove meses se passaram e a empresa que tinha o compromisso de asfaltar trechos de seis em seis quilômetros está apenas fazendo movimento de terra”, afirmaram.

Chuva

A preocupação das lideranças que acompanham de perto o desenrolar das obras da MG-760 se relaciona com o período chuvoso, que se aproxima, e com a possibilidade de perder 12 quilômetros de serviço de terraplanagem, que está praticamente pronto para receber o asfalto.

“Todos os dias temos notícias de que a empresa Tamasa está atrasando os serviços porque o governo estadual não repassa pagamento. Essa falta de informação indica para nós população que as obras podem ser paralisadas assim que findar o processo eleitoral”, destacou um dos líderes do movimento, acrescentando que os protestos na estrada irão ocorrer até que alguém apareça para esclarecer a situação. Para o mês de setembro estão programados mais dois grandes manifestos.

Entenda o caso

A obra de pavimentação foi iniciada no dia 3 de setembro de 2013, e paralisadas no dia 1 de dezembro de 2014, por causa de uma ação movida por ambientalistas, na Justiça, em que questionaram pontos do licenciamento ambiental e exigiram o atendimento de condicionantes ambientais para proteger o Parque Estadual do Rio Doce, uma vez que a estrada corta um trecho da zona de amortecimento da reserva de mata atlântica.

Depois de aproximadamente quatro anos parada à espera de adequações ambientais, em outubro do ano passado, o asfalto começou a aparecer nos primeiros metros da MG-760, perto de Cava Grande e hoje já se estende até Santo Antônio da Mata.

A pavimentação foi iniciada nas proximidades do canteiro de obras da empresa Tamasa (vencedora da licitação) a 600 metros do distrito de Cava Grande, em Marliéria. A obra, de 57 quilômetros de extensão, tem orçamento de R$ 110.930.599,83, conforme uma placa afixada em Cava Grande, custeada com recursos estaduais.

A previsão de entrega da obra é no fim de 2019. A sequência da obra agora dependeria da liberação de novos aportes orçamentários. A pavimentação da MG-760 entre Marliéria e São José do Goiabal (BR-262) é uma obra esperada há mais de 50 anos pela população do Vale do Aço, para facilitar o acesso. (Com informações do Movimento MG-760)


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