Obras da LMG-760 ainda são barradas por causa de licenciamento ambiental

Wôlmer Ezequiel

As obras de pavimentação na LMG-760 estão paralisadas desde o dia 1 de dezembro de 2014

A retomada da pavimentação da LMG-760, estrada que liga o distrito de Cava Grande, no município de Marliéria, à BR-262, em São José do Goiabal, ainda depende da análise da solicitação de licenciamento pelos órgãos ambientais do Estado. O prazo final para o licenciamento e a retomada das obras é incerto, devido a uma série de fatores. A informação é da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) que, por meio de uma nota, explicou ao Diário do Aço a situação das obras da LGM-760, que foram iniciadas no dia 3 de setembro de 2013, e paralisadas no dia 1 de dezembro de 2014.

De acordo com a nota da Setop, foi aprovada, no dia 27 de abril, a Compensação Ambiental, na 4ª Reunião Ordinária da Câmara de Proteção à Biodiversidade e de Áreas Protegidas. Essa Compensação Ambiental funciona como uma espécie de indenização pela degradação. Na prática, os custos sociais e ambientais, identificados no processo de licenciamento, são incorporados aos custos globais do empreendedor.

No entanto, ainda há mais um processo para ser analisado neste mês para que as obras de pavimentação da LMG-760 possam ser retomadas, conforme a Setop. Com isso, a possibilidade de as máquinas voltarem a campo, ainda no mês de junho, é mínima. “O processo de Licença de Instalação Corretiva, junto à Licença de Operação, será pautado na próxima reunião da Câmara de Atividades de Infraestrutura de Transporte, Saneamento e Urbanização do Conselho Estadual de Política Ambiental, prevista para ocorrer no dia 27 de junho deste ano”, informa.

Segundo a Setop, a mesma empresa que venceu a licitação feita em 2013, a Tamasa Engenharia S.A., deverá dar continuidade à pavimentação da LMG-760, com extensão de 47 quilômetros. O valor do contrato com a empresa é de R$ 125,8 milhões.

Sem previsão
O estudo ambiental, em fase final, trata apenas do trecho entre Cava Grande e a BR-262. Falta definir o projeto de uma variante, entre Cava Grande e a BR-381, via bairros Licuri, Alphaville e Limoeiro, em Timóteo, haja vista que as ruas dos bairros Ana Rita e Centro-Sul, na sede de Timóteo, não suportariam o tráfego de veículos pesados que a rodovia irá canalizar para a sede do município. Essa variante seria uma estrada nova, e que iria passar por áreas de preservação com a presença de nascentes e lagoas.

A avenida Acesita, principal via de escoamento de tráfego da LMG-760, na entrada de Timóteo, atualmente possui limitação de veículos até 10 toneladas.

Em uma audiência pública realizada em novembro de 2016, na sede do Parque Estadual do Rio Doce, representantes do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DEER/MG), deixaram claro que a variante ou “contorno de Timóteo” refere-se a outra obra, que não foi tratada na audiência e ainda não possui projeto de engenharia.

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Postado originalmente por: Diário do Aço

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