Pimentel ataca política de preços da Petrobras e defende medidas do estado contra crise

O governador de Minas Gerais destacou que o papel do estado é “atacar as consequências da crise”, e que o debate para solucionar as paralisações é de responsabilidade da União


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(Foto: Imprensa MG)

A greve dos caminhoneiros chega ao nono dia e estados de todo o país seguem colhendo frutos dos problemas gerados pela paralisação dos motoristas. Em entrevista, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, por meio do Gabinete de Crise, destacou os esforços do estado mineiro para controlar os efeitos das manifestações, como as estratégias para o abastecimento de postos de combustíveis e a redução do ICMS.

O governador disse que as negociações para o fim das paralisações, assim como o debate sobre as causas dos protestos, têm que ser feitas no âmbito federal, já que “as causas dos problemas não estão nos estados, mas sim em Brasília”. Ele destacou que a função do governo estadual é “atacar as consequências da crise”.

Ontem, segunda-feira (28), em uma medida tática do governo do Estado, com apoio da Polícia Militar (PM), aproximadamente 40 postos de combustíveis foram abastecidos por caminhões tanques escoltados por viaturas policiais em Belo Horizonte e Contagem. O governador disse que a medida deve ser repetir nesta terça-feira (29) em outros postos de Minas.

O governador também lembrou a taxa de ICMS no valor de 15% cobrada sobre o valor do diesel em Minas Gerais. Ele ressaltou que o valor está mantido desde 2012, e que a atual gestão reduziu a porcentagem para 3% sobre o valor praticado para o óleo diesel do transporte de passageiros coletivos.

Pimentel ressaltou que “a origem do problema é a politica de preços equivocada que foi adotada pelo Petrobras, já há cerca de um ano com reajustes diários e que levou o combustível no Brasil a subir mais de 50% num intervalo de tempo em que a inflação sequer chegou a 3%”. Segundo ele, os valores são “completamente incompatíveis com o nível econômico do país, com o nível de renda das pessoas”.

O chefe do Executivo estadual ressaltou que as medidas adotadas pela União para controlar a crise vão refletir em um impacto direto aos estados, como é o caso da proposta de zerar os valores da CID e do PIS/COFINS. Segundo o governador, a ação vai significar uma perda de R$ 40 milhões por mês na receita estadual.

Pimentel disse ainda que Minas Gerais ainda não sofreu grandes impactos, mas  que caso a greve persista durante esta semana, o estado pode sofrer consequências mais graves.

G.R

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