Prefeito de Ipatinga recebe sindicatos para discutir pautas de reivindicações

Secom/PMI

Na reunião, prefeito e secretários chamaram a atenção para a grandiosidade da retenção de recursos feita pelo Estado, que compromete o orçamento municipal

Acompanhado dos secretários municipais de Administração e Fazenda, Bruna Souza de Oliveira e José Salles, respectivamente, além da Procuradora Geral do município, Maria Alminda Guimarães, o prefeito Nardyello Rocha recebeu na tarde desta quarta-feira (29), para discutir assuntos relacionados ao funcionalismo público, dez diretores de dois sindicatos representativos da categoria. Entre vários itens, foram debatidas questões como o parcelamento do pagamento de férias antigas, registro de ponto, horas-extras, recomposição salarial, data-base e implantação do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

O prefeito garantiu que “o respeito e valorização do servidor sempre serão prática usual” em seu governo, lembrando que desde que assumiu tem quitado as folhas de salários religiosamente no primeiro dia útil do mês. Ele recordou ainda que a complementação de salários dos inativos voltou a ser paga por sua Administração, que também antecipou 50% do 13º salário tanto aos aposentados quanto aos funcionários da ativa no dia 25 de julho último. No entanto, mostrou aos líderes do Sind-UTE e Sintserpi o quadro financeiro crítico que sua gestão enfrenta “devido a fatores como a gigantesca retenção de recursos do governo do Estado, que chega a R$ 72 milhões apenas na área de saúde”.

Déficit de R$ 70 milhões
O Executivo informou que o município deverá fechar o ano com um déficit estimado em R$ 70 milhões, “mas vamos continuar zelando por uma gestão responsável, de modo que não haja nenhum atraso nem mesmo nas novas férias a serem pagas”.

Os líderes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) e Sindicato dos Servidores Municipais de Ipatinga (Sintserpi) foram informados de que o governo municipal está realizando um profundo estudo quanto à questão da recomposição salarial, RPPS e, em relação ao parcelamento do pagamento de férias vencidas em anos anteriores, a realidade econômica acena para a necessidade de formulação de um novo plano de escalonamento de parcelas, com maior diluição dos valores.

Passivo de rescisões
Na reunião, os próprios representantes de sindicatos reconheceram que muitos dos problemas hoje vivenciados pela categoria foram gerados na última administração do Partido dos Trabalhadores. Entre outras pendências, o prefeito ainda citou um passivo de mais de R$ 20 milhões, relativo a rescisões não quitadas. “Já disse e repito que não pretendo ficar colocando culpa em A ou B, olhando para trás. Quero quebrar o retrovisor. Se sou o prefeito, claro que tenho a responsabilidade de assumir todos os ônus do cargo. Contudo, há quadros que a própria lei me impede de solucionar, por ultrapassarem os limites do exercício orçamentário. E ainda temos este fator complicador dos atrasos milionários do Estado. Estamos preocupados, sim, com as perdas dos servidores, mas não podemos sacrificar toda a comunidade em função de um segmento”, ponderou.

O Sintserpi esteve representado na reunião pela presidente Marcione Menezes; o diretor de Formação Sindical, Ozeias Alves; o diretor de Patrimônio, Rafael Barone; a diretora de Saúde do Trabalhador, Creuza Martins; a assessora de Marketing, Alcione Elaine, e a jornalista Paula Costa.

Participaram do encontro com o prefeito e secretários, representando o Sind-UTE, o Coordenador Geral Jodson Sander e os diretores Elizangela Aparecida, Lucília Fernandes e Eli Rodrigues.


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