Prefeitura de Fabriciano alerta sobre Leishmaniose

Divulgação

Agente da Zoonose fazendo o ‘bloqueio’ com borrifador no bairro Caladinho do Meio

A Secretaria de Governança da Saúde de Coronel Fabriciano lançou uma série de orientações quanto aos cuidados contra a Leishmaniose Visceral, doença transmitida pela fêmea do mosquito palha, contaminada pelo parasita Leishmania chagasi. O mosquito se alimenta de sangue e pode contaminar e levar ao óbito de humanos e animais, como cachorros, raposas, gambás e ratazanas.

O mosquito, verdadeiro transmissor da doença, gosta de lugares com matéria orgânica, como depósito de folhas, frutas, esterco e outros. Por isso, Setor de Controle de Zoonoses e Endemias da Prefeitura orienta que é preciso usar repelentes, embalar o lixo, manter quintal e canis limpos e telados e solicitar autorização do Departamento do Meio Ambiente para realizar a poda das árvores. Além disso, como o mosquito tem hábito noturno, é importante colocar seu animal para dormir em local telado e usar a coleira repelente para ajudar na proteção.

A prevenção é a arma mais efetiva contra a Leishmaniose. Não existe vacina contra a doença em humanos, apenas o tratamento, que se não for feito pode levar a pessoa ao óbito. Em animais, a doença não tem cura e o animal é sacrificado para não se tornar transmissor da doença.

As aves, especialmente as galinhas, atraem o mosquito vetor da doença por serem fonte de sangue para alimentação da fêmea do inseto, mas não desenvolvem a doença. Portanto, é fundamental evitar galinheiros próximos às casas.

O Gerente de Vigilância em Saúde, Ronilton de Oliveira, ressalta que os agentes de endemias realizam um bloqueio em torno do local onde houve caso da doença. “O Agente de Endemias tem que ir ao local, porque se a pessoa for infectada não quer dizer que o mosquito está por ali, ele pode estar em até 250 metros de distância. Então, é necessário que seja realizado um bloqueio nesse raio”, destacou.

Aprenda a identificar os sintomas
Os principais sintomas da doença em humanos são febre, perda de apetite, palidez, fraqueza, tosse e com o passar do tempo a pessoa pode apresentar aumento do baço e do fígado. Em cachorros, os sintomas são perda de apetite, emagrecimento rápido, aparecimento de feridas na pele (geralmente no focinho e nas orelhas), queda de pelos e crescimento exagerado das unhas.

A população pode denunciar, caso suspeite que algum animal está com Leishmaniose. Os agentes de Endemias vão até o local e fazem o teste rápido. Caso o resultado seja positivo, o animal será recolhido e encaminhado para o Curral, onde será realizado o processo de eutanásia.

Inquérito Amostral
Por meio das denúncias, o Setor de Controle Zoonoses e Endemias realizam o inquérito amostral, em que são realizados os testes rápidos em cães de determinada área para identificar a transmissão da doença. Denúncias pelo telefone: 3846-7614.


Postado originalmente por: Diário do Aço

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