Sem sistema rotativo, estacionar no Centro de Ipatinga virou um desafio

Divulgação

Sem vagas de estacionamento, parte dos clientes desiste de realizar compras no Centro

Desde o fim do mês de maio, as vagas de estacionamento no Centro de Ipatinga estão sem regulamentação. De lá pra cá, foram especulados novos modelos de estacionamento rotativo, contudo, cinco meses se passaram e o problema continua.

Comerciantes alertam que, com a chegada do período Natalino, o volume de vendas e pessoas tende a aumentar na região central. O principal ponto é o uso indiscriminado das vagas, que impossibilita um maior número de usuários poderem estacionar ao longo do dia.

Em cinco meses sem o sistema rotativo, foram celebradas três datas comemorativas de grande importância para o comércio (Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Dia das Crianças). Segundo os trabalhadores do comércio, a ocupação irregular das vagas contribui para espantar os clientes.

A gerente das Lojas Alvim, Roseane Lúcia da Cunha, afirma que muitas vezes o cliente desiste de realizar as compras por não encontrar um local próximo para estacionar. “Infelizmente grande parte das vagas é ocupada por lojistas e funcionários. Assim, o cliente acaba ficando sem vaga de estacionamento. Tem clientes que não possuem tempo para circular o Centro até encontrar uma vaga, outros tem dificuldades de locomoção e acabam desistindo da compra”, ressalta.

Para Roseane, a questão do estacionamento na região central deve ser prioridade. “Estamos chegando à época do ano mais importante para o comércio. Espero que a Prefeitura regularize um novo sistema o mais breve possível. Os trabalhadores do Centro também devem se conscientizar e dar preferência ao cliente”, pondera a gerente.

Cobrança

O estacionamento rotativo, segundo muitos comerciantes, é uma necessidade. Mas, alguns avaliam que o sistema tem que atender aos consumidores.

A proprietária da Casa do Sapateiro, Rosa Amélia Ferreira, destaca que a implantação do estacionamento rotativo deve ser mais criteriosa. “Sou a favor do rotativo, contudo, não do jeito que foi feito por último. Os parquímetros acabavam lesando os consumidores, não era cobrado de uma maneira eficiente. O sistema Faixa Azul funcionava melhor e ainda auxiliava nos custeios da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais)”, opina Rosa.

A lojista ainda pontua que o valor cobrado pelo estacionamento também pode afastar o cliente do centro de compras. “O Poder Público tem que avaliar muito bem sobre o valor a ser cobrado, estamos em um período de crise que as pessoas desejam economizar. O estacionamento deve ser cobrado, mas em um preço que esteja compatível com a situação econômica do momento”, afirma.

A gerente da loja Ipa Calçados, Ellen Teixeira, também apoia a implantação de um novo sistema, mas que as regras sejam mais objetivas. “Tanto na fiscalização que ocorre hoje, quanto na implantação de um novo modelo o que vale para um tem que valer para todos. Atualmente, a fiscalização tem dia que multa, tem dia que não multa. Antes, as pessoas tinham dificuldade de usar os parquímetros. Tem que ser algo claro e que todos entendam o funcionamento”, destaca Elle.

Procurada pela equipe do Diário do Aço, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Ipatinga não se manifestou sobre o assunto.


Encontrou um erro? Comunique: [email protected]

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
%d blogueiros gostam disto: