Três a cada quatro jovens assassinados em Belo Horizonte são negros

Um relatório divulgado na última terça-feira (22), pela Comissão Especial de Estudo sobre o Genocídio da Juventude Negra e Pobre, da Câmara Municipal de Belo Horizonte, afirmou que três a cada quatro jovens assassinados na capital mineira são negros. O indicador coloca BH como a 11º cidade do país que mais matam negros e pardos com armas de fogo.

Segundo a pesquisa mais recente realizada em 2010, a metrópole registrou 392 homicídios de negros e 104 de brancos. No mesmo ano, 52,4% dos belo-horizontinos se declaravam negros e 47,4% brancos.

A vereadora e também presidente da comissão, Áurea Carolina, ressalta que os números apontam para um genocídio de negros na capital. Além disso, a subsecretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Estado, Cleide Hilda de Lima Souza, afirmou que o cenário reflete o racismo enraizado na sociedade.

Outro dado baseado no Índice de Vulnerabilidade Juvenil, coletado pela PBH, destaca que jovens negros moradores de áreas mais vulneráveis tendem a ser mais vítimas de homicídio na cidade.

As comunidades com as piores taxas são: Taquaril, Alto Vera Cruz e Granja de Freitas. Porém, a região Centro-Sul também registram mortes, como Santo Antônio, Cidade Jardim, São Pedro, São Bento e Luxemburgo.

A sugestão da comissão à prefeitura é a criação do Plano Municipal de Enfrentamento aos Homicídios de Jovens Negros e Pobres. Por meio de nota, a PBH informou que várias secretarias trabalham de forma integrada em grupos de prevenção à letalidade juvenil. Além de afirmar que até o fim deste ano, vai ser apresentado o Plano Municipal de Redução da Morte Violenta entre jovens de 12 a 29 anos.

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