Wanderson Gandra defende eficiência e uso correto dos recursos públicos

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Robertinho, vice, e Wanderson Gandra, integram a Coligação Construindo um Novo Caminho

O quinto e último entrevistado da série com os candidatos a prefeito de Ipatinga é Wanderson Gandra, da Coligação Construindo um Novo Caminho (PSC, PSL e PR). Durante a semana o jornal dedicou uma página especialmente para cada candidato apresentar suas propostas. A eleição extemporânea está marcada para o domingo (3) de junho. O entrevistado de hoje, Wanderson Gandra, diz acreditar que os recursos arrecadados pelo município são aplicados de forma ineficiente. Ele defende uma melhor gestão da UPA e do Hospital Municipal para atender de forma mais satisfatória a população.

DIÁRIO DO AÇO – O que o senhor considera como sua principal experiência administrativa que o capacita para apresentar-se como candidato a prefeito de Ipatinga?

WANDERSON GANDRA – Ocupar por muitos anos cargos políticos não é a única maneira de se obter conhecimento na área. Sou vereador há um ano e quatro meses, e neste período acompanhei de perto as carências de nosso município em diversos setores, não somente na saúde. Saí do conforto do meu gabinete e fui para as ruas ouvir os problemas de nossa cidade. Na tribuna da Câmara externei esses problemas e quando rompi com o governo, foi por perceber que aquele que se sentava na cadeira de prefeito tinha os recursos para melhorar nossa cidade, mas preferia utilizá-los em benefício próprio. Minha experiência administrativa está neste ponto: porque escuto a população e acima de tudo, corro atrás de solucionar os problemas dos munícipes. Esse deve ser o papel de um gestor, sair do campo das promessas e partir pra ação em benefício dos cidadãos. Afinal, é pra isso que somos eleitos.

DIÁRIO DO AÇO– Na área financeira, como pretende lidar com demandas urgentes, como o pagamento da complementação dos inativos do serviço municipal (os atrasados e as complementações mensais futuras) e, ao mesmo tempo, assegurar o atendimento das necessidades da população nas áreas da saúde, educação, obras, assistência social e serviços urbanos?

WANDERSON GANDRA – Ipatinga é uma cidade com boa arrecadação. Entre abril de 2016 e maio de 2017 a arrecadação chegou na casa dos R$ 611 milhões. Quando se fala em IPVA, por exemplo, nossa cidade está entre uma 10 que mais arrecada. Só no último ano, o valor passou a casa dos 2 bilhões, que inclusive foi noticiado por esse jornal. O que quero dizer com isso é que dinheiro tem, só precisa ser remanejado para os locais corretos. Nossa cidade carece de muitas obras? Carece. Mas precisamos pensar que o salário é o que dá dignidade ao homem e o faz acreditar nas mudanças de um município. Iremos pagar os aposentados e as férias em atraso com a menor quantidade de parcelas possíveis, assim como continuaremos investindo no que for emergencial em saúde, educação, serviços urbanos e assistência social. Além disso, há os recursos estaduais e federais que ajudam a compor verba. Desta forma, basta o dinheiro ser utilizado para aquilo que ele é destinado e colocarmos um fim nos superfaturamentos.

DIÁRIO DO AÇO – No seu entendimento, qual seria a obra estruturante (ou conjunto de obras) que mais faz falta ao município na atualidade, e se a sua gestão teria como de fato viabilizá-la, sem ser somente uma promessa de campanha?

WANDERSON GANDRA – Falar em novas obras é algo que evito. Digo isso porque nossa cidade tem vários prédios prontos, mas que na verdade precisam ser colocados para funcionar de maneira eficiente. Então ao invés de pegar uma obra de um governante, deixá-la de lado, começar uma do zero e não conseguir terminar, gosto de dizer que darei funcionalidade ao que já temos. É o caso do Hospital Municipal e da UPA. Como fui presidente da Comissão de Saúde, o setor é nosso carro chefe. Já temos os dois locais estruturados a sua maneira e o que queremos fazer são obras de melhoria na infraestrutura de forma que esses espaços desempenhem seu real papel. A UPA precisa ter a capacidade de realizar seus atendimentos de urgência e emergência de forma ágil e acabar com as filas de horas. Já o Hospital Municipal tem que funcionar de maneira que possamos reduzir a dependência da rede privada. Essas serão nossas grandes obras.

DIÁRIO DO AÇO – Pontualmente, na área do esporte e do lazer, o que prevê a sua proposta de gestão?

WANDERSON GANDRA – Começaremos pelo Ipatingão. Por muitos anos ele foi o elefante branco do município, permanecendo inutilizado e a mercê dos desgastes do tempo e da má gestão. Recentemente, anunciaram milhões destinados ao local e que obras seriam realizadas, mas basta bater um papo com a população que frequenta o local e o discurso é o mesmo: o que de novo foi feito ali? Banheiros sem qualquer padrão sanitário, falta pintura, cabines para a imprensa deploráveis. Cadê os milhões que seriam investidos no local e o que de fato foi feito com esse dinheiro? Queremos obras reais e não promessas de valores sem resultado. Também iremos voltar com a parceria com as escolas de base, que além de formarem futuros atletas, desempenham um papel social importante tirando nossos jovens do mundo das drogas. Daremos mais investimentos às corridas e ao atletismo, que são crescentes em nossa cidade. As quadras terão iluminação, cobertura e pintura em dia. Teremos incentivos aos festivais que já estão no calendário do município e a cada ano que passa sofrem mais cortes. Como já afirmei anteriormente, a cidade já possui os mecanismos para se tornar referência em todas as áreas, as verbas só precisam ser empregadas de maneira correta.

DIÁRIO DO AÇO – Como a sua gestão pretende resolver a cobrança do IPTU 2018 reajustado? A população criticou o reajuste aplicado nesse ano pelo governo municipal.

WANDERSON GANDRA – Sou contra o aumento abusivo de qualquer tributo e mantive essa postura durante a votação do aumento do IPTU. A proporcionalidade usada para o reajuste da taxa foi absurda e a população tem razão em se revoltar. Entendemos que um administrador não pode renunciar a receita, ainda mais em um caso de lei já aprovada. O que o Executivo pode fazer é dar descontos aos munícipes, desta forma, reduzindo o valor da taxa. E é o que vamos fazer. Trabalharemos com descontos em várias escalas, de forma que o cidadão possa pagar um valor justo do imposto sob sua propriedade.

DIÁRIO DO AÇO – Como o senhor vai tratar a cobrança da Taxa de Limpeza Urbana reajustada, que igualmente gerou insatisfação o percentual de reajuste aplicado?

WANDERSON GANDRA– A taxa de limpeza urbana, assim como o IPTU, gerou descontentamento pela proporção absurda em que ela foi reajustada. Nossa ideia é seguir a mesma linha do IPTU, desenvolver uma escala de descontos para que o cidadão se organize e consiga pagar. Dessa forma o munícipe paga um valor justo pelo serviço, não se torna inadimplente e o município consegue honrar seus compromissos com o tributo arrecadado.

DIÁRIO DO AÇO – Em relação às dívidas com a concessionária do serviço de limpeza urbana acumuladas desde 2009, como o senhor pretende encaminhar uma negociação?

WANDERSON GANDRA – A cidade precisa ter o serviço de coleta de lixo funcionando. É uma questão não só de estética do município, mas também de saúde pública. Além disso, a empresa responsável pelo serviço contribui não apenas para o bem-estar dos munícipes, mas também para a redução da taxa de desemprego. Vamos abrir o diálogo e estabelecer o melhor plano de pagamento, de forma que a empresa não seja ainda mais lesada e o município não fique onerado com o pagamento da dívida. E é dessa forma que nossa gestão irá agir com débitos passados e com novos contratos a serem fechados: serão estabelecidos planos de pagamento que beneficiem tanto o prestador do serviço quanto a cidade. Ipatinga não pode permanecer como uma cidade endividada e a mercê do discurso de quem o governante X ou Y fez a dívida e aquele que está no governo não pode pagar. Vamos honrar os compromissos feitos e manter nossa cidade funcionando.

DIÁRIO DO AÇO– Caso o senhor seja eleito, vai reabrir o Restaurante Popular, cujo prédio foi reformado e se encontra fechado e alvo de vandalismo.

WANDERSON GANDRA – Há poucos dias denunciei em meu Facebook o que virou o Restaurante Popular: um depósito de lixo reciclável e abrigo de pessoas em situação de rua. Ele é o maior reflexo do descaso do Executivo com o dinheiro público. É de nosso conhecimento que a legislação não nos obriga a reabrir o Restaurante, mas é de responsabilidade da administração municipal manter o patrimônio preservado. A reabertura do local representaria uma forte ação social, ajudando pessoas sem condições a terem uma refeição digna todos os dias e a baixo custo, e até mesmo trabalhadores da área central, que gastam parte do seu salário com o almoço no dia a dia. Podemos reabrir o local, como também podemos pensar em alternativas para aproveitá-lo, e vamos fazer isso em diálogo com a população, que foi afetada com seu fechamento. Acreditamos que o espaço precisa ser reaberto com o objetivo de atender a finalidade para a qual ele foi criado, mas também é preciso que seja feito um estudo dentro do orçamento do município para analisar a viabilidade da ação. De toda forma, o que não pode é o patrimônio público, o dinheiro do povo ser menosprezado.

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