Youtube atrai cada vez mais anunciantes

O Youtube está entre as quatro redes sociais mais acessadas pelos brasileiros, segundo os dados da Pesquisa Brasileira de Mídia (PBM), realizada em 2015. Por este motivo, a rede social tem atraído cada vez mais anunciantes. Por outro lado, mesmo com o grande número de acessos e consequentemente de alcance de novos consumidores, algumas empresas deixaram de anunciar na rede para proteger a imagem do próprio negócio.

A razão é que em muitos casos, a marca da empresa aparece justamente em vídeos violentos e com conteúdos apelativos. Um exemplo disso foi uma marca de uma instituição de caridade que apareceu em um vídeo que defendia o nazismo. Uma publicidade, até mesmo do Google, foi vista também em um vídeo de radicais islâmicos.

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O jornal britânico The Times divulgou em fevereiro que diversas empresas de vários ramos acreditavam que suas marcas estavam aparecendo em vídeos extremistas, que falam sobre terrorismo, estupro e antissemitismo. O governo britânico pediu ao Google, dono do Facebook, um parecer sobre o caso. Os britânicos querem saber se as empresas estão financiando de forma involuntária o conteúdo. Já que, cada visualização no Youtube, rende dinheiro. Por exemplo: um vídeo terrorista, com um milhão de cliques, pode render R$ 20 mil para quem publicou. São U$ 7 a cada mil visualizações.

Como resposta, o Google reconheceu que precisa melhorar nos filtros e na fiscalização. Como precaução, grandes empresas cancelaram a publicidade no Youtube e nas buscas do Google, entre elas, a Loreal, o Mc Donalds, o HSBC, a emissora BBC e o jornal The Guardian. Além delas, o governo britânico preferiu não arriscar e suspendeu os anúncios referentes à campanha de doação de sangue e de recrutamento militar.

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