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[Zero A Cem] Depois da queda de 97% nas remessas de lucro das montadoras, OMC enquadra Brasil

Por: Agência Amirt 11/09/2017 10:00

Valor enviado pelas subsidiárias brasileiras para as matrizes caiu de US$ 3,2 bilhões para US$ 86 milhões, nos últimos quatro anos

O (OUVINTE) leitor mais atento deve ter reparado que, em meio à maior crise de sua história, o setor automotivo brasileiro não perde o otimismo. “Vendendo” esperança, as montadoras esperam manter o consumidor confiante, evitando perdas maiores do que as que o segmento acumula desde 2012, ano do recorde histórico nacional. O problema é que a queda do Brasil na lista dos principais mercados globais é indisfarçável e, mesmo que a discretíssima retomada atual se mantenha até dezembro, o país deve ser rebaixado para a nona posição, ultrapassado por Itália e Canadá. Além da fuga dos consumidores, o setor enfrenta o ultimato da Organização Mundial do Comércio (OMC), que impôs ao país a maior condenação de sua história, contra a série de incentivos criados pelo Inovar-Auto, programa de subsídios que não conseguiu estimular as vendas e ainda acabou reduzindo as remessas de lucros para as matrizes – só nos últimos quatro anos, houve queda de 97% nestes envios anuais, de US$ 3,2 bilhões para US$ 86 milhões. As montadoras querem a suspensão dos incentivos para quem produz localmente, justamente porque o Brasil saiu do foco de suas estratégias de produção e elas já iniciaram um plano de contenção que vai, em médio e longo prazos, substituir a produção doméstica pelas importações, gerando ainda mais desemprego.

Pressão da OMC prenuncia plano de contenção que vai, em médio e longo prazos, substituir a produção doméstica veículos pelas importações

Pressão da OMC prenuncia plano de contenção que vai, em médio e longo prazos, substituir a produção doméstica veículos pelas importações

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