[Zero A Cem] Involução dos automóveis nacionais é aspecto pouco percebido

Em breve, nossos carros virão da Argélia, Egito ou Quênia – que são os países africanos onde há produção de veículos

Quem acompanha o “0 a 100”, viu como a Renault começou produzindo modelos franceses, no Brasil, depois passou a fazer carros romenos – da Romênia – e, agora, inicia a fabricação de um modelo indiano – da Índia – no país, que é o Kwid.

Bom, em seu mercado de origem, onde concorre com o Tata Nano, o Kwid parte de 261.800 rúpias (o equivalente a R$ 12.820, na versão standard, ou 22 salários mínimos de Nova Délhi), contra 225.825 rúpias (o equivalente a R$ 11.060) do concorrente, na sua versão GenX. Para não sermos injustos, vamos usar o Kwid RXT 1.0, já com a opção de airbag, como referência: preço de 395.600 rúpias ou R$ 19.365. No Brasil, com preços a partir de R$ 29.990, o modelo não sai por menos de 32 salários mínimos daqui. É óbvio que, desde os idos da Capitanias Hereditárias, a vocação do brasileiro para a subserviência é a mola propulsora da exploração das metrópoles. No passado, Portugal; ontem, Inglaterra e Estados Unidos, hoje, Índia e, amanhã, Argélia, Egito ou Quênia – que são os países africanos onde há produção de veículos automotores nativa ou por multinacionais.

Mas o pior eu vou contar amanhã, no último capítulo desta série!

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Tata Nano GenX, que custa o equivalente a pouco mais de R$ 11 mil, na Índia: este é o concorrente do Kwid

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