[Zero a Cem] Lançamento traz linhas que lembram o antigo HB20, renegando o design italiano

Nos últimos cinco anos, vendas da Fiat encolheram 64%, de mais de 286 mil para 107 mil unidades

Hoje, voltamos a falar sobre o mais recente lançamento da Fiat, o Argo, que parte de R$ 46.800 e, completíssimo, o Argo chega a infames R$ 81.200. O hatchback chega nos revendedores como a tábua de salvação para a marca, que perdeu a liderança nacional e viu sua participação de mercado cair de 22,3% para 13,2%, nos últimos cinco anos. Pior, suas vendas encolheram 64% no período, de mais de 286 mil para 107 mil unidades. São as maiores perdas do setor, entre as marcas, números que mostram mais do que os efeitos da crise.

Neles fica evidente a perda de prestígio da Fiat, que deixou de ser referência em inovação e até mesmo em estilo. Seu lançamento traz linhas que lembram o antigo HB20, renegando o design italiano. Some a isso o fato de o segmento dos compactos andar meio estagnado. Sua fatia no bolo está estacionada em cerca de 25% e, entre seus competidores, só mesmo o Chevrolet Onix e o Renault Sandero vêm ganhando terreno – o resto, tem andado para trás, em termos comerciais.

Os dois últimos lançamentos da Fiat nesta categoria, que foram o “novo” Uno e o Mobi, fracassaram e a não ser que as tendências atuais sejam revertidas por uma força sobrenatural, será muito difícil a Fiat se impor em um nicho em que as referências qualitativas estão além de seus domínios, nas mãos dos concorrentes. (HOMERO GOTTARDELLO)

Argo carrega esperança vã: compactos andam meio estagnados e sua fatia no bolo está estacionada em cerca de 25%

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