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Encontro discute inclusão de pessoas com Síndrome de Down na sociedade

Por: Diário do Aço 25/03/2018 8:32
Enviada por leitor

Também foi realizado, na semana passada, uma atividade no Parque Ipanema para comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down

A cada ano, milhares de crianças nascem com Síndrome de Down, uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais. Com isso, diversos projetos e grupos de trabalho lutam para que essas pessoas tenham uma melhor qualidade de vida. Em Ipatinga, o grupo “Rede de Amigos Para Vida Toda”, formado por pais e voluntários, realizou neste sábado (24), na Escola Municipal Everson Magalhães Lage, no bairro Caçula, um encontro para debater sobre a participação dessas pessoas na sociedade.

Uma das integrantes do “Rede de Amigos Para Vida Toda”, Daniela Brito, de 42 anos, explicou que esse encontro gratuito tem como intuito celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado no dia 21 de março. “No dia 18 fizemos uma caminhada no Parque Ipanema. Já na tarde deste sábado, houve um encontro para ensinar os interessados a tratar certos temas com pessoas que têm Síndrome de Down, como alfabetização, puberdade, socialização ou mercado de trabalho. Temas que muitas vezes não são discutidos pela própria família”, afirma.

Grupo
Conforme Daniela, o grupo “Rede de Amigos Para Vida Toda” conta com cerca de 50 famílias da região e foi formado por familiares de pessoas com Síndrome de Down que queriam discutir a convivência deles. “Eu que idealizei esse grupo. Ano passado entrei em contato com algumas famílias que têm pessoas com Down e comecei a pensar na necessidade de nós reunirmos e discutir sobre nossa relação com os nossos filhos ou parentes. Também trabalhamos para que eles possam ter acesso as oportunidades da sociedade, como emprego, estudo ou atendimento de saúde”, explica.

Tiago Araújo

Daniela Brito é uma das integrantes do grupo “Rede de Amigos Para Vida Toda”

Carência
Daniela Brito também aponta que depois da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), foi possível perceber um aumento da preocupação, principalmente dentro das escolas, em receber essas pessoas com Down. “No entanto, ainda percebemos que existe uma carência nas instituições de ensino e no mercado de trabalho para acolher essas pessoas. Ou seja, existe uma necessidade de abrir as portas para eles, de modo que conheçam o potencial de cada um”, conta.

Inclusão
Daniela, que também é mãe de uma criança com Síndrome de Down, percebe que as pessoas possuem certo receio em lidar com esse assunto ou têm medo de falar algo ofensivo, e esse foi uma das razões do encontro. “A nossa missão é ajudar as pessoas a conhecerem um pouco da vida de quem tem Síndrome de Down, para que se enxergue a capacidade que elas têm. Isso vale tanto para colegas distantes como para os próprios pais, porque são pessoas que precisam de apoio para conseguir se desenvolver. Então acredito que falta um olhar mais inclusivo na sociedade”, salienta.



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