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Vale do Aço

FSFX realiza I Jornada Mineira de Nefrologia

Por: Diário do Aço 01/04/2018 10:32
Divulgação

Evento em Ipatinga visa capacitar profissionais para lidarem com a Doença Renal Crônica (DRC)

A Fundação São Francisco Xavier (FSFX) e o Hospital Márcio Cunha (HMC) realizam a I Jornada de Nefrologia do Vale do Aço, com apoio da Sociedade Mineira (SMN) e Associação Mineira (Amicen) da especialidade, no dia 7 de abril. O evento é voltado para profissionais da saúde, médicos especialistas, estudantes de medicina e residentes, e visa promover a atualização científica e troca de conhecimentos entre profissionais da área.

Serão 15 aulas no encontro, ministradas por nefrologistas de renome nacional, abordando temas que são tendência em nefrologia e transplante renal, novos conceitos terapêuticos voltados para a prática clínica. Daniel Calazans, responsável técnico pelo Centro de Terapia Renal Substitutiva (CTRS) do HMC e presidente da SMN, explica que o evento é uma oportunidade de aprendizado e networking entre os profissionais da área. “Um encontro entre especialistas de outras partes do país, estudantes e residentes é uma oportunidade para investir no capital intelectual da região do Vale do Aço”, explica.

O objetivo é capacitar os profissionais para lidarem com a Doença Renal Crônica (DRC). Trata-se da perda progressiva da função dos dois rins. Quando os rins falham e a capacidade de funcionar cai abaixo de determinado nível, o que chamamos de insuficiência renal, as impurezas não são retiradas do sangue e afetam os órgãos do nosso corpo, como o coração, pulmões, músculos, estômago e cérebro. Isso pode se tornar uma ameaça à vida da pessoa e requer atenção urgente. A enfermidade atinge cerca de 10% da população mundial, na medida em que 10% dos brasileiros possui algum grau de acometimento renal.

Prevenção

Inicialmente, a DRC não tem sintomas. A pessoa pode perder 90% da função renal sem perceber. Por isto a prevenção e a detecção precoce são essenciais, pois permitem controlar o avanço da doença e a necessidade de tratamentos mais complexos. Exames de urina e de sangue como a creatinina podem detectar o início da doença. A doença afeta principalmente portadores de hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes. O risco é maior em pessoas mais velhas, mais propensas a essas complicações. Também devem ficar atentas pessoas com histórico familiar e que usam medicamentos sem prescrição medica como os anti-inflamatórios. Todas as pessoas no grupo de risco devem consultar num nefrologista periodicamente.

A qualidade do serviço o torna referência para mais de 840 mil habitantes nas últimas décadas. “Atualmente realizamos mais de 61 mil sessões de hemodiálise por ano e somos referência em todo estado e leste mineiro”, afirma Daniel. A Unidade de Transplante Renal já realizou mais de 460 procedimentos.



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