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Vale do Aço

Lojas de Fabriciano também “ganham” defensas na porta

Por: Diário do Aço 19/10/2017 15:32
Emmanuel Franco

A maioria dos empresários optou por instalar as barras de ferro ou de madeira já bem próximas do meio fio, mas houve quem inovasse

A instalação de defensas metálicas e de madeira, nas calçadas, para aumentar a segurança das lojas contra arrombadores que têm usado carros para estourar portas de aço, também já é uma realidade no Centro de Coronel Fabriciano.

Nos últimos dias, para inibir a ação dos ladrões, pelo menos 10 empresários da cidade optaram pelo antigo, mas eficiente método. Em Ipatinga, no início de setembro, diante de uma série de ataques ao comércio, dezenas de lojistas também decidiram instalar as defensas.

“Ao que parece, a bandidagem resolveu migrar para Fabriciano. Antes que minha loja seja alvo, resolvi colocar essas barras de ferro na calçada”, comentou um comerciante que pediu para não ser identificado.

Na manhã desta quarta-feira (18), três lojistas que colocaram a proteção em frente às suas lojas procuraram o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços (Sindcomércio) do Vale do Aço. A crescente onda de arrombamentos da “gangue da marcha à ré”, conforme apelidou a população, os preocupa.

“Alguns de nós, empresários, ainda temos recebido uma notificação da Prefeitura solicitando a retirada das defensas por estar infringindo uma lei municipal”, informou, à entidade, um dos comerciantes.

No texto da notificação, feita a uma loja da Rua Coronel Silvino Pereira, no Centro, o fiscal de postura relatou que “colocar barras de ferro no passeio público” transgride o artigo 91 da Lei Municipal nº 2510/90 e, ainda, foi estipulado uma prazo de três dias para a retirada das defensas.

Ataques
As lojas Rock Point (Rua Maria Matos) e Cobre Tudo (Rua Pedro Nolasco) foram dois dos estabelecimentos atacados pela “gangue da marcha à ré”. Em ambos os casos, assim como nas ocorrências em Ipatinga, homens usaram automóveis – geralmente furtados – para dar marcha à ré sobre a calçada e estourar as portas das lojas. “A instalação das defensas é um método paliativo e eficiente. Neste momento, em que os ataques às nossas lojas têm crescido, não enxergamos outra maneira de nos proteger. Se a polícia nos der uma resposta e os arrombamentos chegarem ao fim, poderemos estudar a possibilidade de retirada das defensas”, comenta o presidente do Sindcomércio, José Maria Facundes.

Esse comerciante inovou: a defensa virou um banco

Reunião
Ainda de acordo com o dirigente sindical, uma reunião com a Polícia Militar e representantes da Prefeitura Municipal está agendada para esta segunda-feira (23), às 9h30, na sede do Sindcomércio (Av. Magalhães Pinto, 33. Centro). “O objetivo é buscar esclarecimentos acerca de como devemos proceder e se estamos sujeitos a alguma sanção com a instalação das defensas. É importante a participação e a união dos comerciantes neste momento, para que possamos sanar as dúvidas com a PM e com a Prefeitura, buscando ações para dar um basta a estes ataques”, afirma Facundes.

Tipos de defensa
No Centro de Fabriciano, a maioria dos empresários optou por instalar as barras de ferro ou de madeira já bem próximas do meio fio. Contudo, alguns fizeram diferente e as colocaram perto da porta da loja. Pensando na estética, para evitar a marcha à ré de algum carro contra a sua vitrine, um lojista da Rua Maria Matos optou por colocar um banco de aço na calçada.

Já publicado:
Ataque a lojas provoca aumento no reforço de segurança no comércio do Centro

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Postado originalmente por: Diário do Aço

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