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Vale do Aço

Município reivindica reparação à Samarco pela catástrofe da mineração

Por: Diário do Aço 29/10/2017 16:32
Divulgação

Prefeitos foram à Procurador Geral da República em Minas Gerais pedir a inclusão de Coronel Fabriciano no Comitê Interfederativo

O prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, com os prefeitos de Ponte Nova, Wagner Mol, e de Mariana, Duarte Eustáquio Gonçalves Junior, e a representante da prefeitura de Baixo Guandu (ES), Lucinéia Siebel Sparch, esteve reunido em Belo Horizonte com o Procurador Geral da República em Minas Gerais, José Adércio Leite Sampaio e a assessora do Ministério Público Federal, Camila Cristina de Souza Rossi.

O objetivo da visita foi pleitear junto à Samarco, por meio do Comitê Interfederativo (CIF), a inclusão do município de Coronel Fabriciano entre os atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015.

A justificativa é que Coronel Fabriciano, mesmo não sendo banhado pelo rio Doce, teve sérios danos à sua fauna e flora, bem como seu parque aquífero responsável pelo abastecimento de toda a cidade, além de Ipatinga e Santana do Paraíso. O município margeia o rio Piracicaba, principal afluente do rio Doce, e que sofreu consequências graves na qualidade da água e dos peixes, que diminuíram sensivelmente.

“Há de se frisar, quando do fatídico desastre que assolou a região da bacia hidrográfica do rio Doce, Coronel Fabriciano teve um papel fundamental no abastecimento de água potável da região, servindo o ‘seu’ aquífero como um alento à falta d’água dos munícipes do Vale do Rio Doce. Essa informação, aliás, foi reconhecida na reunião recente entre os prefeitos da região e essa Fundação”, diz o ofício entregue pelo prefeito aos representantes da procuradoria.

O prefeito informou que o objetivo do pleito é investir em projetos ambientais que possam garantir no futuro o abastecimento de água para a região. “O que queremos é iniciar uma série de programas ambientais voltados para manutenção e recuperação do curso hídrico em questão e seus afluentes, contribuindo de forma significativa para todo o componente hídrico da Bacia do rio Doce”, disse.

Ainda de acordo com o prefeito, nessa tragédia não há maiores ou menores atingidos. “Todos sofremos e nossa solidariedade com quem ficou diretamente sem água foi fundamental no momento de desespero e sofrimento”, afirmou.

O aquífero aluvionário do rio Piracicaba, que fica em Fabriciano, operado pela Copasa, produz, em média, 600 litros de água por segundo, e conta com 22 poços profundos e uma estação de tratamento simplificado, onde é feita a cloração e filtragem da água antes de sua distribuição. O principal agente de recarga deste aquífero é o rio Piracicaba. A degradação ambiental e a falta de investimentos em projetos são atualmente a maior ameaça ao aquífero.

“Fabriciano aguarda, confiante, a análise dos documentos entregues à procuradoria e espera iniciar a aplicação dos recursos em 2018”, informa a administração municipal.



Postado originalmente por: Diário do Aço

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