28 Congresso
Vale do Aço

Sepultado em Governador Valadares o coronel Francisco Pereira Xavier

Por: Diário do Aço 18/10/2017 17:32
Divulgação/ Arquivo

Xavier comandou os batalhões da Polícia Militar em Valadares (6º) e Ipatinga (14º)

Foi sepultado, em Governador Valadares, no fim da semana que passou, o corpo do coronel da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)Francisco Pereira Xavier. O militar teve passagem por Ipatinga, em um período conturbado, no começo da década de 1960. Nascido em Brasilândia (MG), no dia 3 de dezembro de 1929, depois de trabalhar como sapateiro na infância, aos 17 anos, já residindo em Bom Despacho, ingressou na PMMG e foi designado para Divinópolis. Como se adaptou plenamente à carreira militar, Xavier completou o curso primário e deu sequência aos estudos para se tornar sargento. A transferência para Governador Valadares ocorreu em janeiro de 1958, no posto de delegado auxiliar. Depois de atuar como delegado titular em várias cidades, ele decidiu retornar aos estudos para fazer o curso superior da Polícia Militar.

No dia 7 de outubro de 1963, o então tenente Xavier foi enviado de Governador Valadares em caráter de urgência a Ipatinga, onde o clima estava agitado devido ao acontecimento conhecido como Massacre de Ipatinga. Ele conta que, ao chegar à cidade, o ambiente estava muito tenso por causa das rajadas de metralhadoras disparadas por militares sobre o caminhão da PM contra trabalhadores da Usiminas e empreiteiras que se rebelaram contra o tratamento recebido de vigilantes na usina Intendente Câmara. No mesmo dia, contornada a situação, o militar retornou a Valadares, mas em janeiro de 1964 foi transferido para Ipatinga, onde anos mais tarde comandou o 14º Batalhão.

Rejeições

Conforme informações dos seus familiares, Xavier sofreu um tombo e fraturou a cabeça do fêmur da perna esquerda. Para corrigir o problema, foi submetido a uma cirurgia para colocar uma prótese. No recuperatório, ao fazer exercícios de fisioterapia, a prótese soltou e foi necessária uma nova intervenção. No entanto, a nova cirurgia também não foi exitosa, e esse procedimento teve de ser repetido mais três vezes, igualmente sem um desfecho satisfatório. Ao fim de cinco cirurgias, o organismo do coronel Xavier estava bastante fragilizado, acarretando infartos e outras complicações intestinais que o levaram a óbito. O corpo foi velado na capela de cemitério Santo Antônio, onde ocorreu o sepultamento, no sábado (14). (Com dados históricos extraídos do livro Ipatinga Cidade Jardim, de José Augusto de Moraes)



Postado originalmente por: Diário do Aço

Veja também
WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
%d blogueiros gostam disto: