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Trabalhadores aguardam acerto de contas com empresa do Paraná

Por: Diário do Aço 21/10/2017 1:32
Reprodução de vídeo

Empresa contratante é especializada em montagens complexas

Cerca de 100 empregados terceirizados que trabalhavam na montagem de um picador de madeira para a Cenibra, em Belo Oriente, foram demitidos neste mês pela empresa Vetor L. Mathias do Paraná, responsável pela construção do equipamento. No entanto, os funcionários alegam que, até o momento, não receberam o salário referente a setembro e outros acertos necessários.

Procurada pela reportagem do Diário do Aço desde quarta-feira (18), a empresa Vetor L. Mathias não se pronunciou até o fim da tarde desta sexta-feira (20). Enquanto isso, os trabalhadores continuam a reclamar das dificuldades que ora enfrentam.

Conforme o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Civil, Mobiliário, Terraplanagem, Estradas, Barragem, Ponte, Construção e Montagem (Siticom), Mauricio Firmino Rodrigues, o projeto do picador de madeira foi desenvolvido pela empresa Demuth Máquinas, do Rio Grande do Sul, que contratou a Vetor Mathias para trabalhar na construção do equipamento. “Cerca de 100 pessoas foram chamadas pela Vetor Mathias para montar o picador de madeira, que seria usado pela Cenibra posteriormente”, informa Rodrigues.

O diretor do Siticom também alerta sobre o que pode ocorrer, caso os trabalhadores não recebam o que têm direito. “Já fizemos várias reuniões e decidimos que, se a Vetor Mathias não acertar com os funcionários demitidos, no começo da próxima semana vamos entrar com uma ação coletiva na Justiça para que o salário, rescisão, férias e outras contas sejam quitados”, destaca.

Segundo um dos funcionários demitidos, que pediu para não ser identificado, os operários foram contratados em maio deste ano e, no início deste mês, foram despedidos, mas até hoje não receberam o último salário. “Trabalhamos durante todo o período de setembro, fomos mandados embora e não acertaram com a gente. Além disso, também não recebemos os acertos da rescisão. Então, são vários pais de família que estão sendo prejudicados com esses atrasos e que estão passando por várias dificuldades”, afirma.



Postado originalmente por: Diário do Aço

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