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Vale do Aço

Trabalhadores da Usiminas decidem pela manutenção do turno atual

Por: Diário do Aço 26/03/2018 17:32
Wôlmer Ezequiel

A escala implantada em 2012 será seguida por mais dois anos

Durante dois dias de votação sobre o novo acordo de turno, os trabalhadores da Usiminas decidiram pela permanência da atual escala de trabalho. O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) informou ao Diário do Aço que 51,1% dos votantes optaram pela continuidade da mesma tabela.

O turno atual segue os horários: 6 dias de 7h às 15h, em seguida folga um dia, depois 3 dias no turno de 15h às 23h, 3 dias de 0h, 3 dias de folga, 3 dias de 15h às 23h, 3 dias de 0h e folga de 2 dias, sequencialmente. O modelo atual foi aprovado pelos trabalhadores em 2012, renovado nos anos de 2014, 2016 e neste ano, com vigência até 2020.
A alternativa colocada para apreciação foi a escala francesa, com 2 dias no turno de 7h às 15h, 2 dias no turno de 15h às 23h, 2 dias no turno de 23h às 7h e 2 dias de folga.

Os trabalhadores votaram na quarta-feira (21), à tarde e noite e na quinta-feira de manhã e à tarde em todas as portarias da Usiminas. Na sede do sindicato também foram disponibilizadas urnas na manhã de quinta.
O novo acordo foi assinado entre representantes do sindicato e da Usiminas. Segundo o presidente do sindicato, Geraldo Magela, a decisão dos trabalhadores ainda indica que a classe não está satisfeita com nenhuma das duas tabelas apresentadas.

“Comprometemo-nos em realizar uma assembleia antes do vencimento do acordo, que seria no dia 31 de março. Assim fizemos, afastamos qualquer possibilidade da implantação do turno fixo e estamos legais. Contudo, o resultado foi praticamente um empate técnico, o que simboliza que a categoria não está contemplada com as propostas. Iremos sentar novamente com a Usiminas para tentar uma tabela com melhores condições e folgas para o trabalhador”, afirma o presidente.

Para o dirigente, a tentativa de novas negociações foi um ponto de avanço dentro do acordo. “Neste acordo prevê a obrigação, tanto da empresa quanto do sindicato, em reunir para discutir o turno. Se caso uma das partes se negar, estará violando o acordo. Além disso, a tabela pode ser revisada a cada seis meses para qualquer formato, não precisa ser uma que possua três turnos e quatro turmas como a que está em curso”, informa o presidente do Sindipa.



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