Delegacia Especializada identifica dois falsos depoimentos de estupros

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) investigou e concluiu dois casos, como suspeita de falsos crimes relativos a estupro em Juiz de Fora. A Delegada Titular da DEAM, Sheila Oliveira, esclareceu em coletiva a conclusão das investigações.

Em um dos casos uma jovem de 21 anos teria desaparecido durante um final de semana, e ao reaparecer, alegou que havia sido abusada, após ter marcado encontro com um homem que teria conhecido pela internet. Segundo a suposta vítima, o homem teria a mantido prisioneira e praticado abusos sexuais diversas vezes, somente a liberando na segunda-feira.

Segundo a Delegada, através de investigações da equipe da especializa, concluiu que se tratava de uma falsa denúncia, cuja suposta vítima apresentava várias versões sobre o mesmo episódio. “Na verdade nada disso aconteceu, ela já se comunicava com essa pessoa há muito tempo. Ela já o conhecia, inclusive pessoalmente, foi porque quis e passou o final de semana nesse apartamento com um homem”, disse. Ambos os envolvidos maiores de idade. Ainda segundo Sheila, a hipótese para que a mulher tenha mentido seria medo de represália. “Com medo da família e por pensamento de que desabonasse a conduta dela, resolveu mentir para polícia, inventando essa história mirabolante que poderia ter levado esse homem para prisão”, afirmou.

O inquérito foi concluído e a mulher foi denunciada por denunciação caluniosa. Delegada alertou ainda sobre fornecer informações falsas a polícia. “O crime de denunciação caluniosa é contra a administração pública, fica dentro do capítulo dos crimes contra a administração da justiça, número 339 do Código Penal, e prevê a pena de reclusão de dois a oito anos. É um crime grave, porque a pessoa de modo irresponsável movimenta a máquina pública estatal”, alerta.

OUTRO CASO

Em outro caso as investigações também concluíram que uma adolescente de 14 anos, supostamente vítima de estupro, também teria mentido. No dia 24 de abril noticiamos que a jovem teria sido sequestrada e mantida em cárcere privado. No primeiro depoimento ela afirmou ter sido abordada no bairro Cidade Nova, por três homens em um carro, estando um deles armado. Em seguida, os homens teriam forçado a ir até ao bairro Barreira do Triunfo, na Zona Norte, onde teriam entrado em uma rua sem asfalto, e conduzida até um pequeno cômodo, onde teria sido abusada sexualmente por um dos homens. E teria sido mantida presa por cerca de 20 horas.
A adolescente vai responder por ato infracional análogo ao crime de denunciação caluniosa.

A Delegada Titular informou que a adolescente mudou a versão várias vezes sobre o caso. “São versões muito bem elaboradas, ela demonstra certa inteligência. Foram três versões e ela ainda tentou contar uma quarta versão acusando pessoas que não teriam nada a ver com a história. Poderia também ter levado pessoas inocentes para prisão”, disse Sheila.

INVESTIGAÇÕES

A verdadeira história só foi confirmada quando o homem que realmente estava com ela, acompanhado por um advogado se apresentou a Polícia para esclarecer o que de fato teria ocorrido. O homem que seria o ex-namorado dela, contou a polícia que ela estava com ele por livre vontade, e que ele teria pedido para que ela avisasse a mãe e voltasse para casa.

Diante dos fatos os policiais comprovaram a veracidade do depoimento a partir das mensagens via whatsapp, onde a suposta vítima ironizava o trabalho da polícia averiguando por suas mentiras. “Quando os policiais descobriram a verdade, a pessoa que estava sendo acusada mostrou os prints (captura de tela do celular) das conversas, que essa adolescente mandava pelo whatsapp dele, ironizando, rindo sobre o trabalho dos policiais. Dizendo que passeou de viatura o dia inteiro, e que foi o final de semana mais feliz da vida dela”, contou.

A Delegada ainda destaca a frieza da adolescente durante todas as versões sobre o caso, e não demonstrou nenhum arrependimento de tal versão, totalmente desmascarada pela equipe da especializada que teve o maior empenho dedicado a esta situação tentando preservar pela segurança da vítima. “Ela teve uma reação totalmente fria, não derramou nenhuma lágrima perante a periculosidade da ação, nem demonstrou remorso ou arrependimento”, finaliza.

Postado originalmente por: Diario Regional – Juiz de Fora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
%d blogueiros gostam disto: