Família pede ajuda para custear tratamento de R$150 mil de criança com doença rara

“Eu amo ver as estrelas do céu e luto todos os dias para fazer com que meu filho consiga ver também”. A citação em aspas em um post na página “Pelos Olhos de João”, no Facebook, dá o tom da campanha criada a cerca de um mês pelo casal Kátia e Victor Vidal, pais do pequeno João Victor de 4 anos, prestes a completar 5 no dia 29 de junho. Aos cinco meses de idade, ele foi diagnosticado com displasia septo-óptica (DSO), conhecida como Síndrome de Morsier, uma doença progressiva que causa atrofia do nervo óptico. Além desta doença incurável, o menino também foi diagnosticado com paralisia cerebral, que afetou sua fala e as partes cognitiva e intelectual.

Após descobrirem o diagnóstico da Síndrome e a inexistência da cura, os pais de João Victor começaram a pensar em outras possibilidades para o tratamento do filho. A esperança tem nome e local: cidade de Douggan, localizada na província de Guangdong, na China. A família encontrou no país do continente asiático um tratamento alternativo com a injeção de células-tronco, que prevê oito aplicações em um período de duas semanas que, ao todo, custa R$150 mil reais. A viagem deve acontecer em julho de 2018.

Para levantar a quantia necessária e levar o filho para a cidade chinesa, a família criou a campanha nas redes sociais com a hashtag #PelosolhosdeJoão. A página está no ar há um mês e já contabiliza mais de 900 curtidas. “Ainda estamos no início e creio que a campanha crescerá com o apoio que estamos tendo da mídia. Com a vaquinha online arrecadamos, até agora, R$1.900”, conta a mãe de João Victor, Kátia Vidal. Os interessados em contribuir com a campanha podem adquirir uma rifa no valor de R$25. O sorteio acontece no dia 20 de dezembro deste ano, e o prêmio é uma moto Honda CG Fan 125. Outra opção é a realização de depósito bancário em uma conta no Banco do Brasil. Os dados bancários e o link para o site estão no fim desta matéria.

A LUTA E A ESPERANÇA

“O tratamento trará uma melhora de cerca de 80% no quadro do meu filho. Esse ganho não é só para a visão, mas também vai melhorar a fala dele”, explica Kátia, ressaltando como descobriu os primeiros sinais da doença. “Eu brincava com ele, e ele nunca me olhava. Ele não conseguia direcionar o olhar para mim. Quando ele completou quatro meses, fomos para São Paulo consultar com um oftalmologista. Um mês depois, na segunda consulta, recebemos o diagnóstico de displasia septo-óptica. Atualmente, meu filho tem apenas 15% da visão”, conta a mãe.

Um mês e quinze dias após o nascimento, João Victor começou a ter convulsões. Segundo a mãe, os médicos não identificaram rapidamente o problema. “Um dia ele teve uma convulsão em casa e broncoaspirou o próprio vômito. Tivemos que interná-lo, e ele ficou 26 dias na UTI em estado grave. Após a alta hospitalar, fomos orientados a buscar um neurologista. Passamos por três profissionais da cidade, e nenhum deles conseguiu dar um diagnóstico. Só conseguimos descobrir a paralisia com um neurologista no Rio de Janeiro, indicado por nossa pediatra”, conta a mãe.

Postado originalmente por: Diario Regional – Juiz de Fora

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