PJF mapeia crianças expostas ao trabalho

Na segunda-feira, 12, é comemorado o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, prática realizada por crianças e adolescentes com menos de 18 anos, com exceção do “trabalho do adolescente” ou aprendiz, que é permitido a partir dos 14 anos, desde que se obedeça à legislação brasileira. Nessa data são adotadas ações com a finalidade de estimular que ocorram em todo o mundo ações de combate ao trabalho infantil e, por meio delas, se desenvolva políticas para proteção das crianças, promovendo à fiscalização desse tipo de trabalho e garantindo o acesso à educação.

Para tentar reduzir essa prática na cidade a Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), através do serviço de abordagem social, busca identificar as famílias com crianças e adolescentes que realizam o trabalho infantil.

As famílias identificadas são encaminhadas a uma unidade do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) para serem inseridas no Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI). Nesse serviço são realizadas ações de atenção e orientação, visando à promoção, prevenção e fortalecimento de vínculos familiares e sociais de forma que seja possível fortalecer as famílias em sua função protetiva.

Essas famílias também são encaminhadas para serem inscritas no CADúnico com objetivo de ter acesso a benefícios sociais. Além disso, as crianças, adolescentes e seus familiares são encaminhados para os serviços sócios assistenciais existentes no município.

Um dos tipos de trabalho infantil é a venda de balas em sinais. A SDS tem um mapeamento de todas as crianças, adolescentes e suas famílias que vendem balas nas ruas centrais da cidade. A partir dele a Secretaria busca acabar com essa prática através da intensificação do serviço de abordagem social, e realiza campanhas de esclarecimento da comunidade quanto aos malefícios de dar esmolas, como a campanha “Não dê esmola. Mostre um caminho”.

Segundo a conselheira tutelar Andréa Moreira o maior problema do trabalho infantil é a população não denunciar essa prática. Andréa criou esse ano o Projeto Agir e Reagir que visa alertar a população que ao comprar balas de crianças e adolescentes no sinal elas não estão ajudando elas a saírem da situação em que se encontram e sim incentivando o trabalho das mesmas. “Muitas pessoas estão me procurando para realizarmos um movimento nas ruas, com camisas e cartazes, para ajudar nessa causa”, explica.

Para a conselheira tutelar Mary Hellen o maior perigo da prática é as crianças se machucarem ao realizar algum tipo de trabalho domestico. “Teve um caso em Juiz de Fora que uma criança foi esquentar água para fazer o café e se queimou”, cita.

Ela também faz um alerta para os pais não deixarem crianças tomando conta de bebes na ausência dos adultos. “Por exemplo, quem será responsabilizado em caso de queda do bebe? Que pode resultar em algo mais grave e muitas vezes com medo de represálias as crianças não contam aos responsáveis o que aconteceu”, exemplifica.

Postado originalmente por: Diario Regional – Juiz de Fora

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