Brasil vacina 95% das crianças contra sarampo; 12 estados e DF não atingem a meta

Em todo o país, 95% das crianças de até 1 ano, faixa mais suscetível às complicações do sarampo, estão vacinadas contra a doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha mais que dobrou a quantidade de municípios atingidos pela cobertura vacinal. Antes apenas 32,4% haviam batido o índice estipulado pelo Ministério. No momento a taxa é de 65,4%. 14 estados ultrapassaram a meta.

O secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzheim, destaca as iniciativas do governo.

“Sucesso até o momento, a gente ter conseguido 65% dos municípios brasileiros com cobertura acima de 95% para crianças de um ano contra o sarampo. O Ministério da Saúde, além de fazer a maior compra de vacina, disponibilizou recursos financeiros para os municípios, para atingirem a meta”.

Uma das novidades apresentadas por Harzheim foi uma plataforma virtual que reúne informações de crianças com necessidade de vacinação.

Assim, é possível que os gestores locais possam se comunicar com as equipes de saúde e traçar planos de ações efetivos.

“E o objetivo é a gente ter essa lista rotineiramente publicada e atualizada para o município – principalmente a equipe de atenção primária – saber quem são as crianças que deve buscar para vacinar ou atualizar o registro”.

A próxima etapa da campanha acontece entre os dias 18 e 30 de novembro, e pretende vacinar pessoas de 20 a 29 anos de idade. Até o momento R$ 19 milhões foram investidos na campanha.

O Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, espera erradicar os casos de sarampo no Brasil.

“Esperamos, ao final de todas as etapas, conseguir que todas as pessoas com um ano até 29 anos [recebam] duas doses, e as pessoas de 30 anos ou mais com pelo menos uma dose de vacina. Estamos trabalhando para retomar o certificado de eliminação de sarampo que foi perdido em fevereiro deste ano em decorrência de um surto em 2018 bastante importante, que começou na região Norte do Brasil”.

Nos últimos 90 dias, 5. 660 casos foram registrados em todo o país. 90% deles estão concentrados no estado de São Paulo. 14 pessoas morreram devido a doença. No ano, o número de casos já passa de 10 mil.

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